Titulo: Decisões que modificam vidas
De: Susana Snape
Em resposta ao desafio do Snape fest.
9. Desafio de outra lista. A população bruxa está diminuindo, especialmente com os puro-sangue se casando entre si. Uma nova lei obriga bruxas de sangue misturado que completaram 18 anos a se casarem com bruxos puro-sangue que sejam os últimos de sua linhagem para produzir herdeiros e não deixar a linhagem morrer. Ao completar 18 anos, Hermione Granger é disputada por nada menos do que Severus Snape, Draco Malfoy e Sirius Black. O coração da moça, porém, pertence ao Mestre de Poções e ela descobre que a recíproca é verdadeira. Mas como driblar a lei?
Casal: Snape e Mione

Agradeço a minha beta Jana.

Classificação: NC17( apesar de não ser nada muito forte, prefiro não me arriscar.)


Hermione é obrigada a casar com Draco, mas ela ama Snape que a ama também e com um plano maluco ela tenta conseguir o casamento dos sonhos.


Cap 1
Ao abrir o Profeta Diário aquele dia, todos tomaram um tremendo susto, principalmente as
garotas e alguns garotos.
"Baixado um novo decreto lei.
‘A partir dessa data é obriga que todas as bruxas que completarem 18 anos casam-se com os últimos descendentes das tradicionais famílias bruxas, para não deixar extinguir os mais nobres nomes bruxos. O não cumprimento dessa lei será passível de multa que vai entre 90% e 100% de toda a fortuna da família em questão. Para as moças que negarem firmar matrimonio ao completarem dezoito anos, serão reclusas em Azkarban até que o Ministério da Magia lhes destine uma família para o casamento.’"
Hermione olhou aquela página do jornal um tanto quanto assustada, em dois meses completaria 18 anos e então seria obrigada a se casar com alguém por quem certamente não nutria sentimento algum. Pois aquele que desviava a sua atenção certamente procuraria uma mulher mais velha e, quem sabe, com algum dinheiro para cumprir a lei.

Na mesa dos professores, os olhos arregalados de Severo Snape evidenciava surpresa e medo. Nunca pensou em se casar obrigado, lembrava de quando era jovem e seus pais apresentavam moças e depois diziam ‘seria ótimo tê-la em nossa família, o que acha?’ Aquela pergunta por anos o amedrontou, a resposta era sempre a mesma ‘quero escolher com calma uma nova membro para a família’, mas os pais morreram e nunca tiveram a tal nova integrante. Há algum tempo ele sentia atração por uma moça, isso não lhe era nenhuma novidade, mas nunca imaginou que, de alguma maneira, teria que tentar algo com ela.
Hermione era a tal moça que fazia todo o corpo do professor se expressar com um simples gesto. Tão jovem e tão inatingível, mas agora, pensando nas suas possibilidades, ao olhar as moças da escola não via mais ninguém, a não ser ela, a única que acompanharia a sua mente em raciocínio.

Na mesa da Sonserina, Draco Malfoy sorria, olhava ao redor e piscava para todas as moças, marcando encontros para fazer um teste e escolher bem sua noiva. Na verdade ele não pretendia ficar com nenhuma delas, porém sair com muitas garotas para ele seria um prazer. Já havia escolhido sua consorte há algum tempo, mas não poderia nem pensar nela, graças ao preconceito do pai. Porém com a tal lei as coisas mudavam, agora faria de um tudo para Ter Hermione Granger como sua esposa.

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Mas nenhum deles foi rápido como um certo maroto que se encontrava muito longe de Hogwarts, que lera o jornal muito cedo e escrevera uma carta que chegou com flores e uma caixa de bombons para a moça, ainda no café da manhã.
"Querida Hermione,
sei que é muito estranho receber carta minha, afinal eu não costumo escrever, mas essas flores e esses bombons são para dizer-te que espero que procures um homem de verdade para casar-se, já que em dois meses deves fazê-lo. É eu me lembrei de teu aniversário. E você deve se perguntar o que seria um homem de verdade? Eu te explico, minha linda, um homem de verdade pode te sustentar, te tratar como a deusa que você é, realizar tudo o que você pensar na cama ou fora dela ou onde desejares, ser bonito, boa pinta e bem vestido, ou seja, EU.
Então espero que essa carta seja respondida em breve, para que eu organize o casamento logo, afinal você não quer ir presa, quer? E mais não será de todo ruim, pense bem, poderás Ter Sirius Black ao teu lado sem todos nos olharem feio.
Beijos
SB."
Hermione lia aquilo horrorizada, tudo bem que o moreno era lindo, mas não queria Ter como marido alguém com o ego dele. Mas não demorou para chover pedidos.
Eram ex-alunos, alguns colegas e até o professor novo de DCAT a pediu em casamento, afirmando que ela era a mulher que ele procurava.
Mas nenhum pedido a deixou mais intrigada que aquele.

Andava em um corredor, fazendo sua ronda noturna nas masmorras, quando viu o loiro a olhando com desejo nos olhos.
‘Oi Granger, a gente precisa falar.’
‘Eu nada tenho a falar contigo.’
‘Olha só, onde você pensa que vai arrumar alguém como eu? Sou rico, bonito e tenho a tua idade. Sei que tem um bando de velho gaga dando em cima de você, minha lindinha, mas nenhum deles é como eu. Pertencer a família Malfoy seria uma honra para qualquer uma, ainda mais para uma sangue ruim.’
‘Cala a boca, Malfoy. Nunca me casaria com você.’
‘Se você me negar isso, vou dar parte de ti para o Ministério e eles vão te obrigar a casar comigo. Case para ser esposa e não obrigada, porque senão serás uma escrava minha. Te dou vinte e quatro horas para pensar.’
‘Sr. Malfoy, não devias estar no outro lado da escola a essa hora?’- Snape o fitava inexpressivo.
‘Desculpe professor, estava aqui falando de detalhes do meu casamento.’
‘Casamento?’- Snape parecia atordoado quando ouviu aquilo.
‘Não, professor... eu ...’
‘Quieta! Sr. Malfoy, vá para a sua ronda.’
Malfoy foi e Snape entrou em sua sala.

"Como eu fui um dia pensar que ela poderia querer casar com alguém como eu? Bem acho que a falência é o meu destino."
Pensava o professor ao sentar em sua mesa. Porém ouviu batidas na porta.
‘Entre.’
‘Professor, eu queria conversar com o senhor.’
‘Parabéns. O sr. Malfoy é um bom garoto.’
‘Não, ele não é um bom garoto, ele vai me obrigar a casar e se eu não ficar com ele serei denunciada ao Ministério. Eu quero outro, há um tempo já.’
‘Outro, e o que eu tenho a ver com isso?’
‘Uma vez lendo as lei bruxas me apavorei com uma que falava sobre posse.’
‘Posse?’- ele não entendia nada.
‘É, diz que se um homem tira a virgindade de um bruxa, pode tomá-la como esposa, mesmo que ela não queira.’
‘E daí, é uma lei ultrapassada e...O que estás fazendo?’
Hermione havia tirado a blusa e estava tirando a saia.
‘Acontece que sou virgem e descobri que você é o último Snape. Então eu pensei por que casar com um garoto ou com Sirius Black se posso Ter um homem de verdade?’
‘Sirius Black?’
‘Meu primeiro pedido hoje de manhã.’- ela estava perto e tirava a capa de Snape, depois começou a abrir o casaco e deixou-o só de camisa e calça. Ele ainda estava tomado pela surpresa e por isso não tentou afastá-la.
‘Você quer mesmo a mim? Poderia Ter qualquer um deles. Lhe asseguro que os Malfoy têm muito mais galeões que os Snape e os Black são bem mais sociáveis e espalhados, terias muitos parentes para te visitar.’
‘Não me importo com dinheiro e gosto de uma toquinha bem escondidinha, onde a gente tenha uma cama e uma banheira. E, é claro, nada de companhia.’
Ela retirava a camisa dele. Enquanto ele lhe abria o soutien.
Quando viu os seios dela lhe apontando não teve dúvidas.
‘Pára tudo.’
‘Você não quer?’- a decepção dela era notória.
‘Na minha cadeira? Nem pensar,- ele levantou e pegou-a no colo – mas no meu quarto, tenho uma cama bem grande para a gente poder se mexer bastante.’
Ela sorriu e o casal foi diretamente para o leito do professor.

A Sonserina ficou sem ronda naquela noite, pois Hermione, que deveria "cuidar" os alunos fora da cama após o toque de recolher, preferia "cuidar" do responsável pelos alunos e mandar o toque de recolher longe.
Batiam na porta, mas o casal nem deu bola. Severo gostava muito mais de ouvir os gemidos que Hermione tentava ocultar a ouvir qualquer conversa de Dumbledore ou qualquer outra pessoa que estivesse atras daquela porta.

Amanheceu, quando ela levantou e viu Severo escrevendo algo.
‘Bom dia, Professor- ela disse a última palavra baixinho’
‘Professor? Só entre nós, podes me chamar pelo primeiro nome.’- Ela sorriu.
‘O que você faz ai? Por que não ficou lá na cama comigo?’
‘Ah, eu vim escrever ao Ministério, anunciando nosso casamento. Mesmo que não casemos agora, vou te reservar. Me valendo da tal lei de posse.’
‘Agora virei mercadoria para ser reservada.’- ela comentou em um tom brincalhão.
‘Eu também virei mercadoria, imagine só, uma moça entra na minha sala à noite, depois que escuto falar que ela vai casar com um garoto eu tento resistir. Mas ela usa a única arma de sedução da qual dispõe que pode me tirar totalmente de controle. E ai, fui usado ou não?’
‘Foi, mas que arma é essa que usaram contra ti?’
‘Ah, foi o par de seios mais lindos que eu já tive a chance de ver e tocar.’
Ela sorriu. Ele foi despachar a carta, parou na frente da lareira, consultou o relógio, depois o seu horário e sorriu.
Virou e viu Hermione saindo do quarto carregando as roupas.
‘Onde pensas que vai?’
‘Aula, tenho DCAT, Aritmancia, Herbologia e História da Magia essa manhã.’
‘Ah, mas não vai mesmo. Eu tenho a manhã livre, e é com você que vou passá-la.’
O casal acabou voltando ao leito onde, depois de fazer amor, ficaram planejando a vida juntos.
Porém, ele não havia lido o jornal naquela manhã.

Cap 2

Todos olhavam horrorizados para o Profeta Diário, estava muito claro no anúncio de casamentos, era Hermione Granger e Draco Malfoy os nomes escritos a grandes letras góticas.
Harry procurou pela moça a manhã inteira, mas não a encontrou. Nem imaginava que a futura nova Sra. Malfoy encontrava-se na cama de Severo Snape naquele momento.
Só levantaram perto da hora do almoço, quando, após um banho, ela vestiu o uniforme e foi esperar por Severo na sala dele.
Pegou o jornal e deu uma olhada, quando chegou na parte de matrimônios, deu um berro, seu nome estava ali escrito junto ao de Malfoy.
Tinha também uma coruja com uma carta de desapontamento de Sirius pela péssima escolha com um final engraçado.
"Querida Hermione
Leio o jornal hoje e vejo que você não entendeu quando eu disse que precisavas de um homem de verdade, Draco Malfoy é desprezível. Deve ser pelo dinheiro, estou certo?
Digo que é uma péssima escolha na minha opinião.
Mas tudo bem. Você por acaso conhece alguma colega sua bonitinha que esteja com vontade de casar com um homem como eu? Sei que é estranho primeiro pedir você em casamento e agora pedir ajuda, mas acontece que sou o último Black. Agora inocentado. Eu tenho que casar com alguém, então por que me casar com uma moça que provavelmente já tenha passado pela minhas mãos, se posso pegar uma garota que nunca tenha visto? Por quem, quem sabe, eu me apaixone.
Ficarei grato se me ajudares.

Sirius Black.
PS: Ah, arruma alguém para o Remo, ele é o último Lupin e, apesar de não Ter dinheiro, a familia Lupin é muito tradicional no meio bruxo."
Hermione ria, mas parou ao rever o tal anúncio de casamento.
Quando Severo entrou na sala, ela olhou séria para ele.
‘Malfoy é um bom menino, você diz, olha o que ele aprontou.’
Severo pegou o jornal, ao ler o anúncio arregalou os olhos.
‘Tudo bem, eu mandei uma carta ao Ministério, eles vão cancelar isso.’- disse tranqüilo Severo. –‘Mas e essa carta?’
‘Sirius Black.’- ela alcançou a carta a Severo, que leu.
‘Apresente a Sibila para ele. E para o Lupin, sei lá, pode ser Gina Weasley, afinal ela não reclamaria da falta de dinheiro dos Lupin, porque os Weasley têm menos dinheiro ainda.’
Hermione fechou a cara, mas pensou bem e até achou razoável a idéia.
‘Mas Gina ainda não tem dezoito anos.’
‘E daí? Do Lupin o Ministério não pode tirar nada a não ser a roupa, que é um verdadeiro farrapo, então ele pode esperar até um bebê atingir a idade certa para casar.’
Era verdade aquilo, Hermione não poderia crer se um dia lhe contassem que Severo Snape, o temível professor de Poções, tinha senso de humor.

Ao chegar na mesa da Grifinória todos faziam perguntas que eram respondidas da mesma maneira, "eu não sei de nada, ele falou comigo ontem e eu disse não, não faço a mínima idéia do que é isso."
Assistiu as aulas da tarde sem nem ao menos pensar no caso Malfoy e à noite foi para as masmorras.

‘Oi amor. Como foi o restante do seu dia?’
Severo estava sério, olhava fixamente para um pedaço de papel em sua frente como se disso dependesse a sua vida.
‘O que houve? Por que toda essa seriedade?’
‘Recebi uma carta do Ministério.’
‘E então quando a gente casa?’
‘A gente não casa, minha querida. – ele começou a ler em voz alta o papel- "Sr. Snape, nós do Ministério da Magia consultamos o nosso livro de leis e temos a seguinte conclusão: A Lei de Posse não é aplicada para o caso das moças que caem na lei dos dezoito anos, e recebemos ontem à noite uma carta do Sr. Draco Malfoy anunciando o casamento com a referida moça, Hermione Granger.
Mas nós do Ministério lembramos que o sr. é professor da escola de Hogwarts, a qual a referida senhorita estuda e, como nos garantiu que consumou uma relação com ela, avisaremos o Diretor Alvo Dumbledore e solicitaremos que o sr. seja investigado. Caso venha a se provar que esse fato ocorreu dentro dos portões da escola de Hogwarts o sr. terá de arcar com seus atos e certamente será destituído de sua função..." Hermione , você deve imaginar o que acontecerá quando o diretor receber o comunicado do Ministério?’

‘O diretor ou o Ministério tem como provar que fizemos amor na escola? Claro que não, podemos nos combinar e mentir juntos.’
‘Você quer que eu minta para o diretor?’
‘Severo, nós não temos escolha. Eu não conseguiria continuar aqui, sabendo que você foi prejudicado por mim.’
‘Não, eu me prejudiquei, tinha que ser mais forte, resistir à você. Sei que pode ser difícil mas eu deveria Ter feito isso. Não me peça para mentir a Dumbledore, eu o considero quase como um pai, nunca mentiria à ele, mas se ele achar que devemos mentir ao Ministério, daí então conversamos.’
‘Não vou casar com o Malfoy, vou fugir. Ao Draco não me submeto, vou escrever ao Ministério. Se eles não aceitarem. Eu, assim que me formar, vou embora do país.’
‘Ele é tão ruim assim? Pensei que todas as garotas o desejassem. Vi o estardalhaço que fizeram todas na Sonserina e não sei porque essa cisma dele por ti. Mas deve ser porque você não o quer.’
‘É, deve ser, mas eu não quero falar disso agora.’
Ela se aproximou dele, sentou no colo do professor e começou a beijá-lo, sendo prontamente correspondida. Aquela noite foi mais uma de amor na vida dos dois.
Na manhã seguinte foram para o café da manhã.

Quando o professor chegou na mesa, Alvo o olhou.
‘Severo, precisamos conversar muito seriamente depois do café.’
‘Tudo bem, Alvo, eu até já imagino sobre que assunto deve ser.’
Hermione escreveu uma carta de repudio por ser obrigada a casar com o cara de quem tinha mais nojo e pedindo para ser autorizada a casar com Severo Snape.

Severo chegou na sala do diretor e foi entrando, ele já estava esperando o professor chegar.
‘Severo, eu preciso falar sobre isso- o diretor mostrava a carta do Ministério. - sou obrigado a fazer algumas perguntas de cunho pessoal.’
‘Pode fazer.’
‘Você é a srta. Granger, quando foi que houve...? bem... você sabe’

‘Quando fizemos amor pela primeira vez? Bem, foi no dia em que saiu o Decreto-Lei, antes do Sr. Malfoy mandar a carta ao Ministério.’
‘Foi dentro da escola, pelo que posso presumir.’
‘Sim, foi nos meus aposentos.’
‘Você a ama? Percebo isso nos seus olhos, mas eu não vou poder fazer nada para impedir que o Ministério abra um processo contra você, a não ser que você e Hermione mintam, eu posso esquecer essa conversa. Sabe, estou velho e por isso a memória não é o meu forte.’
‘Hermione disse algo sobre mentir.’
‘Resolvam uma história entre vocês e eu juro que acredito em qualquer coisa e juro de pé junto que é verdade.’
‘Obrigado.’
‘Não precisa agradecer, eu o tenho em grande consideração e tê-lo por perto é muito importante. Onde eu arrumaria um amigo como você? Um excelente profissional, um guerreiro corajoso e é claro, um filho afinal. As vezes tenho que puxar a tua orelha e essa é uma situação onde, se eu pudesse, dava umas boas chineladas na tua bunda.’
Severo riu, era estranho ver alguém falando em dar chineladas nele, que já era um homem adulto.
Decidiu então inventar uma história com Hermione e depois pensaria no que fazer.

Cap 3

Aquele dia passou tranqüilo para Severo.
Já para Hermione...
‘Oi, lindinha. Viu a nota sobre o nosso casamento no jornal?’
‘Malfoy, eu nunca vou casar com você, se continuares com essa ridiculice, vais passar vergonha.’
‘Se você não casar vão te caçar e aí eu vou te prender no pé da minha cama, lindinha. Você não vai se arrepender de me Ter como marido.’
‘Cala a boca, Malfoy. Você não deve nem saber o que fazer com uma mulher.’
Hermione deixou o garoto sozinho.
‘Hermione querida, você vai se arrepender por Ter dito isso.’- Draco disse
Naquela noite Hermione recebeu uma carta nada animadora do Ministério da Magia. Seu pedido de troca de noivo foi recusada pois todos os trâmites para o casamento dela com Malfoy já haviam sido providenciados. Mas a Sra. do ministério, que respondeu a carta, havia sido muito intrometida dando felicitações, dizendo que Draco Malfoy era um belo garoto e ela seria feliz com ele.

Severo não gostou nem um pouco da carta que Hermione recebeu, eles combinaram contar que haviam tido relações somente fora da escola, durante as férias. Inventaram a história toda, desde onde se encontraram nas férias, frases trocadas pelo casal, tudo nos mínimos detalhes, treinaram a mentira arduamente para que não houvesse falhas e combinaram não beber nada oferecido.

Em uma semana, Severo recebeu uma intimação do Ministério sobre um processo administrativo no qual estava sendo acusado de Ter um caso com uma aluna dentro da escola.

A audiência seria em duas semanas, Hermione era testemunha de defesa, não haviam acusadores, apenas a carta do próprio professor pedindo que Hermione fosse sua esposa e a carta da moça pedindo para casar com Snape e não com Malfoy.

Infelizmente o ministério não acreditou na versão do casal, e o veredicto foi claro, Severo deveria sair imediatamente da escola, Hermione ficaria sob a tutela dos Malfoy até casar com o garoto Malfoy.

Cap 4

Para Hermione era horrível aquela situação, contou aos pais que teria que passar o Natal com os Malfoy.

Na mansão foi tratada pior que um elfo, mas pelo menos conseguiu milagrosamente não ser tocada por Draco.

Os NIEMS vieram, pelo menos assim se distraia.

Em um mês chegaram os resultados, havia conseguido seu tão almejado índice para a Escola de Poções de Lyon, mas sabia que não poderia cursá-la caso seu plano não desse certo.

Era a formatura, o baile foi lindo, ela realmente estaria feliz por usar tantas jóias caras e um vestido belíssimo se não fosse essa a prova de que era "propriedade" dos Malfoy, mas Draco pagaria por isso.

O casamento seria dois dias depois da formatura, estava tudo pronto, ela estava com uma roupa linda branca com bordados de fios de ouro que formavam flores.

Olhou sua passagem de trem com destino a Berlin, pediu aos elfos que cuidavam dela um momento de solidão, Draco aguardava junto com os convidados a noiva chegar, mas ela não chegaria.

Hermione pegou uma mochila com as roupas que ela mais gostava para levar, não teria tempo de se trocar então saiu pela janela, vestida ricamente, deixando para trás a mansão Malfoy, o diploma, o país que amava em nome do seu amor. Não avisara Severo de seus planos. Apenas foi para a estação e pegou o trem com destino à Alemanha, quando dessem por sua falta, estaria longe.

No dia seguinte, viu sua foto estampada no Profeta Diário que um homem em sua cabina lia.

O homem olhou para ela, olhou para a foto. Então Hermione contou o que acontecera pediu que entendesse e que não lhe denunciasse, o senhor parecia Ter compreendido, contou que havia perdido um amor também por diferenças sociais mas Mione notava que, pela aparência cansada conhecida, não era de dinheiro que ele falava e sim do mesmo mal que acometia Lupin.

Quando chegou em Berlin, esqueceu da parte bruxa, foi para uma casa que era de um tio , arrombou a porta e se instalou lá, há anos o tal tio doente não chegava perto de um trem, não teria perigo de dar de cara com ele.

Imediatamente escreveu a Severo contando o que ocorrera, pedindo que ele viajasse e encontrasse com ela em Berlin. Não informava o endereço caso a carta fosse interceptada, mas pedia que ele avisasse quando chegaria, que ela o buscaria na estação.

Cap 5

Severo escreveu avisando que esperaria a poeira baixar, que estava sendo seguido pois todos acreditavam que a fuga dela era culpa dele. Na verdade era, mas o caso era que a mansão Snape havia sido revirada pelo menos cinco vezes. Snape esperou um mês e mandou uma carta avisando que viajaria, pois recebeu uma carta lhe dando um prazo para apresentar uma noiva.

Ela esperava ansiosa, pensava no que sentiria quando finalmente o visse, quando viu o trem chegar, sentiu o coração palpitar.

Assim que ele saiu do vagão, ela correu, o abraçou e lhe deu um beijo apaixonado.

‘Senti tua falta, meu amor, por que demoraste tanto?’

‘Estavam em cima de mim como eu disse antes, fizeram batidas na minha casa, foi um inferno.’

‘Conseguiu outro emprego?’

‘Sim, consegui- ele sorriu- sou o novo professor de DCAT de Hogwarts.’

Ela soltou um gritinho e se pendurou no pescoço dele, Alvo havia finalmente aceitado Severo para o cargo isso deixava Hermione tão feliz. Tudo seria perfeito se ela pudesse voltar como esposa dele.

‘Venha, vou levá-lo até a casa do meu tio.’

‘Esse tio sabe...’- ela o interrompeu

‘Não, ele está doente e há anos nem liga para a casa, eu não o avisei, ele é todo certinho nunca me deixaria ficar se imaginasse do que eu fugia.’

‘Entendo.’

Aparentemente Severo gostou do lugar, tinha o que Hermione queria, uma banheira, uma cama grande e macia, nenhuma companhia e era escondido.

Havia passado algum tempo que o casal estava ali, quando Severo chegou do lado bruxo da cidade onde fora comprar algumas coisas com um sorriso no rosto, deu um beijo em Hermione e disse:

‘Vou ler algo muito importante, sente aqui e preste muita atenção- ela sentou, ficou olhando Severo, que fazia suspense- é com muito honra que Lucio Malfoy e Narcisa Malfoy assim como Martin Oliver e Priscila Oliver convidam para as bodas de Draco e Valéria....’

Ele nem precisou ler o resto, Hermione levantou e lhe beijou com extremo carinho.

‘Posso voltar para casa?’

‘Ainda não, mesmo que ele case com outra, isso não quer dizer nada, você se negou, violou a tal lei, o que eu posso fazer é pedir de novo ao Ministério que permita nossa união.’

‘Faça-o logo, quero voltar para casa, ver meus pais, quem sabe ainda começar Lyon.’

‘E em que a srta pretende se formar lá?’

‘Não te contaram?’

‘Não.’

‘Licenciatura em Poções.’

‘Ou seja, você pode vir a ser minha colega de trabalho.’

‘Prefiro ser sua esposa.’

Cap 6

Naquela manhã, Dumbledore estava em sua casa, tomando seu café da manhã despreocupadamente enquanto lia o jornal, quando viu algo que o emocionou.

"Noiva fujona não será mais presa.

Hermione Granger, mais conhecida como a noiva fujona, que deixou Draco Malfoy no altar no inicio do ano finalmente foi encontrada. Ela se apresentou a embaixada inglesa na Alemanha. Alegou que o motivo de sua fuga bem sucedida foi o fato de amar outro homem que também era o último de sua família e que, por uma trama bem arquitetada, foi envolvida nessa história de casar com um Malfoy.

O motivo da apresentação da moça é o fato de seu ex-noivo Ter casado um dia antes com Priscila Oliver, agora Priscila Malfoy, disse que pretende casar e cursar Lyon. Agora quem será o maluco que aceitará a noiva fujona em casamento?"
Alvo sorriu sabendo a resposta. Pomfrey daria aula de Poções por tempo indeterminado, o diretor não disse a curandeira o porquê daquilo até ver entrar na escola uma linda professora recém formada.

FIM!