Nome: O Dia em que a Consultora Sexual Adoeceu.
Autor: Gabrielle Briant.
Pares: SS/HG – insinuação.
Censura: 16.
Gênero: Comédia.
Spoilers: Apenas de GoF... Nada significante, enton.
Resumo: Naquele dia, Alvo Dumbledore achou que seria engraçado se o reservado Severo Snape substituísse a sexóloga do colégio. Mas o professor não achou graça. Nem Hermione Granger.
Agradecimentos: À minha maninha querida, a Sheyla Snape, que betou essa fanfiction.
Disclaimer:
Personagens, lugares e citações pertencem a J.K. Rowling, Scholastic Books,
Bloomsbury Publishing, Editora Rocco ou Warner Bros. Essa estória não possui
fins lucrativos.
Nota: Esta fic faz parte do SnapeFest 2008, uma iniciativa do grupo
SnapeFest do Yahoo!grupos.
-.-
O DIA EM QUE A
CONSULTORA SEXUAL ADOECEU
- Eu não mudarei de
idéia! Minha resposta é não.
- Por que não?
- Por motivos tão
óbvios que eu sequer me darei ao trabalho de explaná-los, Alvo.
- Aponte apenas um,
Severo. Será que você não pode fazer esse favor quase insignificante ao seu
velho amigo?
Snape bufou.
Naquele momento, ele sabia que estava muito perto de pôr um fim na vida
miserável de Alvo Dumbledore. Ele era um grande bruxo, era verdade; mas com
o ódio que Severo estava sentindo, não haveria encantamento ou magia branca
antiga que pudesse salvar o velho diretor das suas garras.
- Um bom motivo? Eu
tenho milhões de ótimos motivos. Mas, o principal é o de que eu,
Severo Snape, não vou me sujeitar a isso!
- Mas é apenas por
uma tarde... Eu devo lhe lembrar que você é o responsável pela Madame
Perry estar na ala hospitalar?
Ele rolou os olhos.
- Alvo, a mulher
invadiu meus aposentos e roubou uma garrafa de uísque de fogo! Como isso
pode ser minha culpa?
- Bem, não é todo
mundo que guarda veneno em garrafas de uísque, meu amigo.
Ele rolou os olhos,
tentando manter a sanidade.
- Alvo, seria um
constrangimento inenarrável, não só para mim, como para os alunos.
Especialmente as garotas, que, creio eu, são as que mais utilizam os
serviços de Madame Perry!
- Não temos outra
solução, Severo... Inenarráveis são as coisas que os centauros estão tendo
de presenciar em nossa Floresta Proibida! E mais: a Murta que Geme veio me
procurar exigindo uma nova alcunha para ela; ela está dizendo que quem
geme são os alunos que andam usando o banheiro dela, e não ela!
- Mas---
- Nossa escola está
cheia de adolescentes com hormônios em ebulição! Sem falar no agravante: os
estrangeiros! Todo garoto de Hogwarts quer uma veela; toda garota
quer um fortão de Durmstrang! E eles estão mais que felizes em apresentar os
seus... talentos para os nossos alunos! Então, caso você não tenha
percebido, eles realmente precisam se consultar!
- Pelo que eu
saiba, McGonagall tem a tarde livre. Por que ela não assume o cargo?
Os olhos azuis do
diretor cintilaram por detrás dos seus óculos de meia-lua.
- Severo,
convenhamos: é consultoria sexual. Você realmente acha que Minerva ainda se
lembra de alguma coisa desse assunto?
Severo piscou duas
vezes com o comentário do diretor. Ele estava se divertindo! Bufou.
- Então, você quer
que eu faça a consultoria sexual?
- Apenas por essa
tarde. Ou será que, assim como Minerva, você não tem conhecimento suficiente
sobre o assunto?
Severo crispou os
lábios, imediatamente reconhecendo os joguetes psicológicos do velho
diretor. O pior de tudo é que ele sabia bem que sempre caía nessas armações;
e daquela vez não seria diferente. Bufando, ele deixou a sala de Dumbledore
e começou a fazer o caminho para uma saleta escondida no quarto andar.
XxXxXxX
Aquele era um dos
poucos aposentos de Hogwarts que Severo desconhecia... E, assim que abriu a
porta de madeira, chegou à conclusão que era feliz em sua ignorância.
A sala era... um
clichê. Uma mistura bizarra de quarto de motel de beira de estrada, casa dos
sonhos da Barbie e recepção de hospital, que resultava num local cafona,
feminino e que fez o nível de testosterona do mestre de Poções despencar
apenas por estar respirando aquele ar. As paredes tinham um tom cafona de
rosa e eram poluídas com detalhes em vermelhos.
Nelas, painéis que mostravam
casais – héteros e homossexuais, Severo não deixou de notar –
trocando carícias e alguns folders sobre DSTs, DMSTs (Doenças Mágicas
Sexualmente Transmissíveis) e gravidez na adolescência.
No canto esquerdo,
havia uma estante com uma série de livros e bonequinhos anatomicamente
corretos – alguns corretos até demais. Severo examinou-os. Riu-se
quando viu uma boneca gordinha e de seios ligeiramente caídos; ela lembrava
a garota com quem ele perdera a virgindade.
Voltando para o
centro da sala, ele viu o gabinete: uma mesa longa de carvalho cheia de
penas cor-de-rosa e recadinhos carinhoso de alunos para Madame Perry. As
almofadas que descansavam sobre as cadeiras tinham formato de coração. E, é
claro, não se poderia esquecer o detalhe mais bizarro daquela sala: um
espelho no teto!
Bufando e
amaldiçoando Dumbledore por tê-lo posto naquela situação, ele sentou-se no
gabinete. Não demorou muito para que duas batidas leves na porta anunciassem
que o primeiro pirralho tarado chegara.
Severo abriu a
agenda vermelha e cheia de corações e abriu a boca, surpreso: era a
Sabe-Tudo-Granger.
- Entre!
A garota tinha os
seus cabelos amarrados e, como sempre, trazia em mãos alguns livros. Vinha
olhando para cima e os lábios mexiam, como se ela tivesse se certificando
que se lembrava de um punhado de informações.
- Isso não é uma
prova, Srta. Granger.
Ela deu um grito
agudo ao ouvir a voz do seu temido professor de poções. Seu rosto
imediatamente perdeu a cor, enquanto ela se aproximava e, lentamente,
derrubava-se na cadeira.
- Pr--- Professor
Snape? Onde está Madame Perry?
Severo ergueu uma
sobrancelha, olhando sem muita discrição para os livros que a garota
depositava sobre a mesa.
- Dicas de Sexo
para Mulheres, 100 Maneiras de Enlouquecer o seu Homem na Cama, Oral:
desvendando os mistérios... Srta. Granger, eu estou enganado ou você está
querendo aprontar alguma coisa?
A garota tornou-se
escarlate. Mordendo o lábio, ela recostou-se à cadeira. Parecia não querer
nada, senão sumir.
Severo ergueu mais
a sobrancelha, exigindo uma resposta.
- Onde está Madame
Perry? – Ela repetiu a pergunta num fio de voz.
- Doente. Eu sou
o... substituto.
- Nesse caso, eu...
Eu acho melhor marcar outra hora.
Finalmente
percebendo que ele poderia se divertir tanto quanto o diretor com aquela
tarefa, ele disse:
- Ora, Srta.
Granger, eu estou aqui em caráter puramente profissional... E, no mais, eu
já vi que você anda lendo,
certo? Nada pode ser mais
constrangedor que isso: – dizendo isso, ele puxou um livrinho
avermelhado da pilha. – “A Porta de Trás: os prós e os contras do sexo
anal”. Aliás, mate-me uma curiosidade: o que leva uma garota inteligente com
a senhorita a ler um livro intitulado “A Porta de Trás”?
Hermione olhou-o
boquiaberta, engasgada, ultrajada e totalmente envergonhada. E Snape
sinceramente não se lembrava de ter se divertido tanto em anos.
- Eu acho que fiz
uma pergunta.
Ela suspirou. Com a
voz um tanto trêmula, disse:
- Foram os livros
indicados pela Madame Perry. Eu pedi que ela me explicasse as vantagens e
desvantagens de cada um dos tipos sexuais para que eu pudesse escolher qual
o melhor.
Snape rolou os
olhos, quase não acreditando no que ouvira.
- Na dúvida, faça
os três, Srta. Granger.
A garota suspirou.
Lentamente, o seu olhar subiu para o professor.
- Desculpe, eu
terei que marcar outra hora! Isso é muito estranho!
- Eu pensei que a
senhorita não tivesse medo de nada...
- Eu não tenho
medo! Apenas não acho conveniente tirar as minhas dúvidas com alguém como
você.
Severo cruzou os
braços e recostou-se à sua cadeira.
- Alguém como eu?
Eu pensei que o único requisito necessário para preencher esse cargo fosse
ter alguma experiência sexual. Acredite ou não, Srta. Granger, eu tenho!
Agora, pare de ser tão recatada e me diga: o que você está aprontando?
- Professor, será
que o senhor poderia olhar qual o próximo horário disponível?
Severo apenas bufou
e começou a folhear a agenda avermelhada. Para a sua surpresa, no entanto,
todos os horários já estavam agendados, até o início das férias.
- A menos que a
senhorita queira adiar o seu encontro romântico para o início do próximo ano
letivo, Srta. Granger, receio que terá que conversar comigo.
A garota suspirou.
Com os lábios crispados, começou:
- Muito bem, então.
Eu estou com algumas dúvidas quanto ao sexo anal: os feitiços higienizantes
que se deve fazer antes do ato têm algum efeito colateral? E se não derem
certo, existe alguma conseqüência realmente grave?
Severo piscou duas
vezes. Feitiços higienizantes?
- Eu não estou
entendo...
- Professor, o
senhor já praticou esse ato?
- Sim, claro,
mas...
- Dói muito?
Ele parou mais uma
vez. Imediatamente sentiu todo o seu sangue subir às suas faces e a cólera
tomar conta do seu corpo. Os seus olhos estavam cerrados quando respondeu à
Hermione:
- E como eu poderia
saber isso, Srta. Granger?
- Bem, o senhor
mesmo disse que havia praticado...
- Não da mesma
forma que você pretende praticar!
- Oh. – Ela olhou
para o chão. – Foi mal. Mas, de ouvir falar das suas parceiras, dói muito?
- Nunca me importei
em ouvir reclamações – ele deu de ombros.
Hermione bufou,
segurando o outro livro – sobre sexo oral.
- E quanto a sexo
oral?
- É bom.
- Aqui mostra
formas e truques que...
- Não importa como
você fizer, será bom.
- Mas ele é
suficiente?
- Não. Mas é muito
bom.
Ela bufou
novamente, crispando os lábios e ligeiramente impaciente com a má-vontade de
Snape.
- O meu maior medo,
no entanto, é perder a virgindade.
- Então não perca.
- Mas eu realmente
quero---
- Então perca! Por
Merlin, Srta. Granger, eu não sou psicólogo! E não sou uma mulher, então não
posso dizer o que dói, o que não dói e Merlin é testemunha que o ponto G só
pode ser uma lenda, pois até hoje não o descobri!
- O que o senhor
está fazendo aqui, então!?
- A Srta. é
estúpida? Obviamente, isso é coisa de Dumbledore! Apenas ele poderia
imaginar que eu me daria bem dando conselhos sexuais a adolescentes!
- E ele obviamente
estava errado, professor. Eu acho melhor ir embora.
Ele assentiu.
No entanto, ao ver
aquela aluna sair da sala cabisbaixa e provavelmente mais cheia de dúvidas
do que antes, Severo sentiu-se ligeiramente culpado: para o bem ou para o
mal, ele era um professor. Sempre ensinava os seus alunos, por mais
difícil que fosse. E se dessa vez a sua tarefa fosse a de repassar o seu
conhecimento de vida, a faria.
Então, um tanto
resignado, ele suspirou e chamou Hermione quando ela já estava na porta,
pronta para ir embora:
- Srta. Granger?
Ela parou
lentamente, talvez se perguntando se deveria ou não atender o chamado do seu
professor. Por fim, deu meia-volta, dando uma chance para que o seu
professor se redimisse.
- Você veio por um
conselho sério, não foi?
Ligeiramente
esperançosa, ela entrou novamente na sala e fechou a porta atrás de si.
- Claro!
- Bem, então aqui
estão os meus conselhos: primeiramente, acredite, “A Porta de Trás”
não vai te ajudar em nada, pois---
- Dói muito?!
Snape a olhou com
os olhos cerrados. A garota ficou vermelha como um pimentão quando
finalmente percebeu que ele estava se referindo ao livro, e não ao ato em
si.
- Como eu ia
dizendo antes da sua infeliz interrupção, o livro não vai te ajudar
em nada. Sexo não é algo que se possa aprender em livros, e... – Severo
suspirou, vendo que a garota mordia furiosamente o seu lábio inferior,
levando em seu rosto a inegável expressão de quando tinha uma dúvida.
Resignado e tentando encontrar paciência, ele fechou os olhos. – O que foi
agora, Srta. Granger?
- Eu fiquei em
dúvida: o Senhor usou o exemplo do “A Porta de Trás”; isso que dizer que
apenas o sexo anal não pode ser aprendido em livros, ou você está se
referindo ao ato sexual em geral?
- Srta. Granger,
que fixação é essa que você tem por sexo anal?! – A garota afundou um pouco
mais na cadeira. Ele apenas rolou os olhos. – Obviamente, eu me refiro a
sexo em geral!
- Mas... – Ela
disse num fio de voz. – Eu tomo como exemplo o oral; no livro tem muitas
dicas de como fazê-lo, e eu acho que conseguiria ter um bom desempenho.
Severo ergueu uma
sobrancelha, imediatamente pegando na pilha de livros o “Oral: desvendando
os mistérios”. Mas as mãos pequenas e delicadas da Srta. Granger logo
tomaram o livro e estenderam a ele outro: “Guia Prático do Sexo”. Ele teve
que conter uma risada quando viu a capa: uma mulher muito bonita que comia
sensualmente uma banana.
- Esse é totalmente
ilustrado! Na primeira metade, nas folhas cor-de-rosa, são dicas para
mulheres e na metade azul são dicas para homens... Eu passei a semana
treinando numa banana, então eu acho que me daria bem nessa matéria!
Severo sinceramente
esperava ver a modelo simulando o sexo oral numa banana, igualmente à como
ela fazia na capa, quando abrisse o livro. Mas, ao invés disso, viu
completamente chocado, a linda modelo acariciar e passar lentamente a sua
língua num enorme--- Bem, aquilo definitivamente não era uma banana!
Ele rapidamente
fechou o livro e olhou horrorizado para a Srta. Granger.
- Você só tem
quatorze anos!
- Quinze – ela
corrigiu.
- De qualquer
forma, você não deveria estar lendo esse tipo de coisa! – Ele abriu mais uma
vez o livro; desta vez na parte azul. Viu um homem usar a língua em sua
parceira de uma forma que jamais fizera antes. Começou a ter idéias. – Eu
vou confiscar isso.
Hermione não
protestou. Pelo que ele conhecia da garota, ela já decorara o livro inteiro.
Então, ela apenas procurou retomar a conversa anterior:
- Então você quer
dizer que eu não posso aprender sexo por livros? Nem esse livro?
- Sim, é isso que
eu quero dizer; acredite, Granger, o gosto de um pênis em nada lembra o
gosto de uma banana! – Ela ergueu uma sobrancelha. Severo imediatamente
completou. – Eu imagino. Nunca provei, se é isso que a senhorita está
pensando!
- Claro que não...
O olhar de Severo
perfurou a menina. Mas, antes que ela pudesse dizer mais qualquer coisa, ele
continuou.
- Em segundo lugar,
não confie nos homens. Quando eles falarem com você, eles estarão pensando
em sexo; quando eles cederem um lugar a você ou te pedirem um favor, eles
estarão pensando em sexo; quando eles passarem por você e te olharem, eles
estarão pensando em sexo; e, principalmente, quando eles flertarem com você,
eles estarão pensando em sexo.
- Você tem certeza?
Ele suspirou.
- Eu devo te
lembrar mais uma vez que eu sou um homem!?
- Oh. Ok. Mas você
está falando comigo, isso quer dizer que...
- ...Que eu sou o
seu professor e estou trabalhando. Em terceiro lugar, se você está com
tantas dúvidas e medos, é um sinal que você não está preparada. E, se você
não está preparada, não precisa se forçar a isso.
Hermione mordeu o
lábio.
- Mesmo? Você já
teve essas dúvidas?
- Sim. No entanto,
eu sou um homem e as ignorei.
- Então é tudo
culpa de uma sociedade machista que---
- Por fim... – Ele
disse alto, para evitar que Hermione começasse um longo e moroso discurso
feminista. – Em último lugar, e eu não acredito que esteja dizendo isso,
perder a virgindade pode ser doloroso para as garotas. Especialmente se a
pessoa a tirar a virgindade seja tão atrapalhado e igualmente virgem, como o
Sr. Weasley.
Hermione corou
violentamente.
- Não é ele! –
Hermione disse num tom agudo. Severo ergueu uma sobrancelha, verdadeiramente
confuso: sempre achara que Granger e Weasley formassem um casal feliz. – É o
Vítor! Vítor Krum!
- Mesmo?
Sinceramente, isso não faz muita diferença... Krum pode ser famoso, mas
continua sendo muito novo.
- Então o seu
conselho é que eu não faça?
Muito sério, Snape
assentiu. Hermione então suspirou, levantou-se e inclinou-se um pouco na
frente de Snape para juntar os livros que estavam sobre a mesa. Os olhos de
Severo imediatamente foram atraídos para o decote a menina e os seios alvos
e já fartos que se desprendiam de um sutiã de renda branca. Foi apenas então
que ele percebeu o motivo da garota estar ali: Hermione Granger não era mais
a menininha insistente que ele conhecera quatro anos atrás; ela estava
virando uma jovem mulher.
- Obrigada,
Professor.
As palavras
tiraram-no do transe. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, a garota já
estava se retirando e ele olhava embasbacado para a porta fechada.
Um pequeno sorriso
formou-se no canto dos lábios dele... e ele teve de se apressar a colocar de
volta a sua máscara de indiferença quando viu a porta se abrir novamente.
Mais uma vez,
Hermione o olhava.
- Professor?
- Sim, Srta.
Granger?
- O senhor disse
que eu não devo perder a minha virgindade com garotos inexperientes, e eu
concordo. Porém eu apenas conheço pessoas da minha idade, todas tão
inexperientes quanto eu! Então, o que eu devo fazer? Com quem eu devo
perder a virgindade?
Os olhos de Snape
brilharam e, antes que ele pudesse controlar os seus lábios, disse:
- Quando você for
uma bruxa de maior, daqui a dois anos, eu responderei essa sua pergunta.
Ela abriu a boca e
o olhou. As suas bochechas logo coraram e ela discretamente engoliu seco. E,
pela primeira vez naquele dia, ela olhou diretamente nos olhos dele.
- Então eu---
TRIIIIIIIIIM!
Era uma sineta que,
atrás de Snape, tocava.
- O seu tempo
acabou, Srta. Granger.
Ela respirou fundo,
ainda corada, e assentiu.
- Te vejo em dois
anos, professor.
E saiu. Severo
ainda passou uns bons minutos olhando para a porta fechada sem acreditar na
ousadia da Sabe-Tudo. E, por fim, um grande sorriso tomou conta dos seus
lábios.
- Te vejo em dois
anos, Srta. Granger.
É... Até que ser
consultor sexual tinha suas vantagens...
XxXxXxX
fim
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