Nome da fic: O ENCONTRO

Autor: ALINE SNAPE

Pares: SEVERUS SNAPE/ALINE SNAPE

Censura:  17 anos

Gênero:  Romance

Aviso: cenas de Sexo

Spoilers: Até o 5°livro.

 

Desafio: n° 27 -  Capa da Playwitch de aniversário de 1 ano : - Severus Snape : o deus Slytherin do sexo.  Você pode ser o repórter, com direito a casquinha, pode ser alguém que leu a reportagem e saiu à luta, pode ser uma das personagens que leu a história e resolveu tirar a limpo, enfim divirta-se com a Playwitch de aniversário.

 

Resumo:  A Repórter Brasileira que entrevistou o grande Mestre em Poções, com a matéria (fic)   “Entrevista com o Morcego”, encontra-o no Três Vassouras no Dia das Bruxas. Tem oportunidade de conhecê-lo melhor e  não resiste a tentação de fotografá-lo.

N.A: Sou fã de carteirinha do gostosíssimo e sexy Severo Snape por isso não resisti a tentação de escrever uma fic em que euzinha faço par com ele...  

Disclaimer: Todos os personagens presentes na fic fazem parte do mundo de Harry Potter, criados por JKR, exceto uma.

 

Agradecimentos: À Sheyla Snape que prontamente betou a fic, a autora da idéia deste desafio excitante,  as pessoas que lerem esta fic e ao maravilhoso site dedicado ao Amado Mestre!

 

Esta fic faz parte do SnapeFest 2005, uma iniciativa do grupo SnapeFest, e está arquivada no site http://oxetrem.com/fest

 

 

O ENCONTRO

 

      Era um dia muito especial. O dia das bruxas sempre foi comemorado em grande estilo no mundo bruxo. Daria uma ótima manchete para a revista onde Aline trabalhava. Fazia quase um ano que estivera em Hogwarts para entrevistar o grande Mestre em Poções. Na ocasião quando recebeu permissão do diretor Alvo Dumbledore para usar o portal, ele deixou a sua disposição, caso algum dia quisesse retornar. A única condição imposta era que não colocasse o mundo bruxo em evidência, em perigo ou em conflito com o mundo trouxa. Ela sabia que ninguém acreditaria mesmo que este mundo realmente existia, não teria maiores problemas. A reportagem seria sobre o dia das bruxas, dia quase esquecido para a maioria dos nascidos trouxas. Pensou em criar uma história qualquer, mas a chance de retornar a Hogwarts era muito tentadora. A idéia de se encontrar novamente com o bruxo mais atraente que um dia conhecera, deixava-a completamente excitada, não perderia esta oportunidade por nada.   

      Após o expediente, Aline voltou rapidamente para seu apartamento e preparou sua  pequena mochila, foi até a estação do metrô onde avistou de longe a chave do portal.

      Enquanto isto, num mundo mágico da Inglaterra,  pouco visível a olhos trouxas, inúmeros pontos iluminados destacava ainda mais o admirável castelo de Hogwarts. Alvo Dumbledore providenciou um grande baile no salão principal, convidando todos os alunos, incluindo os do primeiro e segundo anos, desde que retornassem para seus quartos a meia noite. A cerveja amanteigada era servida a vontade, exceto para estes alunos que deveriam beber suco.

      A diversão era geral. Todos estavam radiantes, até mesmo uma figura sinistra vestida de preto que olhava com certa reprovação tanta algazarra, enquanto bebia sua cerveja. Pensava o quanto bela seria aquela noite se não fosse pelos alunos mais novos que insistiam em tumultuar. Logo em seguida seus pensamentos foram interrompidos por sua colega de trabalho:

- Vamos dançar, prof. Snape?

- A Srtª. tomou chá de cogumelo?  Desde quando eu danço no meio da molecada?

       Seu humor estava ótimo, pois segurou-se a tempo antes de dizer: “desde quando eu danço com bruxa como você?”

- Ótimo! Podemos ir ao Três vassouras! Eu soube que a festa lá vai ser bem animada...

- Eu pretendo ir ao Três vassouras, sim... mas lamento informar que já tenho companhia para esta noite.

      Seria difícil citar qual dos dois bruxos demonstrou mais desdém em sua fisionomia. A professora Sybila jamais cogitaria em lançar algum feitiço, pois o professor Snape, pelo seu passado, era muito precavido e com certeza ela sofreria as conseqüências. Resmungou qualquer coisa e achou mais seguro ir abordar outro professor para dançar com ela.

 

***

      Aline sentiu seu corpo girar e só voltou ao normal, no momento que reconheceu Hogsmeade, arrumou seu casaco e a mochila. Já era noite e a pequena cidade começava a tomar vida. Entrou no bar mais animado, sentou-se num canto e retirou seu bloco de anotações. Aos poucos o bar lotava com bruxos e bruxas exoticamente vestidos. O local foi espaçosamente ampliado por feitiços, onde diversos casais dançavam ao som mais esquisito  que ela já ouvira.

      Iniciou suas anotações e enquanto aguardava ansiosa a entrada de um bruxo muito especial, tomava uma cerveja. Tinha quase certeza que ele apareceria, mas se não, teria que entrevistar outro bruxo disponível, mesmo porque precisava de alguém para pagar sua bebida. Ficaria prisioneira para sempre se quisesse pagar com seus simples reais, ou mesmo se saísse sem pagar. Não iria se preocupar com isso agora, sabia que na hora do aperto poderia contar com um gentil senhor idoso de olhos azuis.

      Meia hora depois surgiu a figura sinistra tão esperada no interior do bar. Apesar da luminosidade mínima, reconheceu o andar sensual do bruxo alto, elegantemente vestido com sua capa preta esvoaçante.  As poucas mesas disponíveis eram as últimas, onde Aline encontrava-se. Sentiu seu coração dar um sobressalto ao vê-lo sentar-se na mesa próxima a sua. Sabia que não seria fácil conversar com ele, conhecia seu sarcasmo e desta vez não podia contar com o apoio de Dumbledore para intermediar a entrevista. 

      Assim que o garçom deixou uma cerveja na mesa dele, ela pensou em levantar-se para cumprimentá-lo, mas uma bruxa jovem, vestida de forma bastante extravagante o assediou. Antes de sentar-se em cima da mesa, a jovem beijou-o maliciosamente na boca. Mesmo com o som alto da música, Aline pôde ouvir a conversa que seguiu após o longo beijo.

- Que saudades, meu bruxinho gostoso!!!... Sentiu minha falta?

- Tonks, você não desiste,né?   Sorrindo, completou: - Já te falei que gosto de uma pessoa, mas nada impede que esta noite possamos... você sabe!

- Então sentiu a minha falta... Queres repetir aquela noite fantástica??? 

- Adoraria...       

       Quando o bruxo puxou-a moça para si e a beijou, Aline sentiu ciúmes, mas nada poderia fazer. Já estava se culpando de ser tão audaciosa em invadir um mundo que não lhe pertencia, tão adverso ao seu. Jamais teria encantos suficientes que uma bruxa não pudesse resolver com o uso de magia.

      O diálogo a seguir deixou Aline completamente esperançosa e uma força maior tomou conta de si.

- Lamento informar, meu gostosão mas esta noite será do meu noivo... Já lhe falei que noivei?

- Não... não sabia! Se soubesse não teria lhe beijado...Quer dizer que vai me trair assim...na maior?

- Ora Severo... Você nunca me disse que gostava de mim... Só ficamos juntos uma vez e quando lhe procurei de novo, Alvo me disse que você estava numa festa de comensais. Imaginei que você sempre tem companhia para sair, pois nunca me convidou...

- Aposto que não sabe o que está falando... Estas festas são sempre uma tortura para mim.      Falou tentando esconder parte de sua melancolia.

- Você se arrisca muito... Seria um excelente auror... Por que não larga aqueles alunos pentelhos e venha ser meu colega de trabalho? Com certeza teremos muito mais oportunidade de repetir aquela noite... Trabalharíamos juntos dia e noite...     E a moça sorriu maliciosamente para Severo. 

- Você me faz esta proposta e está noiva de outro? Ora Tonks... que bruxo gostará de ser enganado, me diga?

- Não acredito que você ainda pensa que somente as bruxas devem ser fiéis...  Severo acorda!!!  Estamos no século vinte e um!!!

- Tem razão! Às vezes penso que poderia ser feliz ao lado de alguém...

- Não vai me dizer que acredita na história de Cinderela? Kakakakaka

      Neste exato momento um bruxo jovem, forte, aproximou-se de Tonks, abraçando-a e descendo-a de cima da mesa. Depois virou-se para Severo cumprimentando-o.

      Tonks beijou o noivo de forma provocativa, como fizera com o professor, depois fez cara de choro:

- Por que demorou tanto, meu bruxinho?

- Porque tive uma reunião... Vamos dançar minha feiticeira?

- Vamos!  Até mais, Severo!

      O casal direcionou-se para a pista de danças. Severo tomou o último gole de cerveja e chamou o garçom. Aline rapidamente posicionou-se atrás de Severo, tapando seus olhos.

- Adivinhe quem é?

- Não sei e nem me interessa... Quer fazer o favor de tirar logo suas mãos, antes que eu o faça!

 - Ora, ora... Continua o mesmo mal humorado de sempre... Ou foi por que a mocinha lhe trocou por outro?

      Aline tirou suas mãos e sentou-se no mesmo lugar onde a jovem bruxa estava. Sentiu o olhar dele furioso e esforçou-se para reverter a situação.

- Como vai o Grande Mestre em Poções?  Está lembrado de mim, não?

- Não!  Se me der licença eu vou indo...e se não me der, vou igual...

      Antes de levantar, Aline o impediu roçando seu sapato nas longas pernas dele.

- Fique mais um pouco... eu ainda não tenho as respostas para meu artigo. Eu posso lhe fazer companhia se responder minhas perguntas... Que não serão muitas, prometo!

      Aquele contato inesperado o deixou excitado e decidiu esperar um pouco mais.

-  Estou lembrado...Você é aquela repórter trouxa que me entrevistou no ano passado?

 

- Sim, senhor Snape!  Tem ótima memória! Voltei exatamente no dia das bruxas para escrever uma matéria sobre a festa e quem sabe...algo mais... Aproximou o seu rosto do dele e percebeu malícia naqueles olhos negros. Aline retirou o sapato e agora seus delicados pés o roçavam com mais sensualidade.

-  Não se trata de memória... Seria impossível esquecer aquelas perguntas tão...

      O garçom chegou neste momento e Severo pediu duas cervejas amanteigadas. Começava a gostar daquele contato ousado.

- Tão?      Aline perguntou para retomar o assunto assim que o homem se afastou.

- Cretinas!!! Absurdas e...

- E?  Aline o provocava ainda mais. Agora seu pé direito pousou delicadamente em seu colo. Sentia um volume considerável!  Não acreditava que estava progredindo em seu plano. Ela o teria. Finalmente seu sonho se realizaria, mas teria que ter muito cuidado, afinal ele foi comensal e poderia matá-la na pior das hipóteses.

- Maliciosas...  A senhorita é muito audaciosa...   Severo segurou o pé delicado, acariciando-o.    O olhar dele agora era fatal.

- Me chame de Aline...  Diga-me o que costuma rolar no melhor da festa?

      Severo soltou um riso irônico.

- Não me diga que não sabe...

     Aline aproveitou a ocasião e o surpreendeu ainda mais, levantando-se rapidamente da mesa e sentando-se em seu colo.

-  Falo de drogas, alucinógenos, feitiços e magias... Rola de tudo um pouco?

- Não acredito que a senhorita seja a versão trouxa de Tonks...  Falou incrédulo.    Bebeu um gole considerado de cerveja, logo em seguida pousou suas mãos nas coxas da moça.

      Aline correspondeu ao sorriso malicioso ao mesmo tempo em que se posicionava melhor em seu colo.

- Vamos, senhor Snape... Diga-me o que mais rola nestas festas que não rola nas festas de trouxas?

- A senhorita quer mesmo saber? Quer que eu lhe mostre ou contenta-se em apenas ouvir?

Sussurrando em seu ouvido, Aline respondeu:   - Mostre-me... Senhor...

       Snape afastou delicadamente a perna direita de Aline e puxou a varinha mágica que estava no bolso da capa. Apontou para a pista de danças e lançou um feitiço:

-“Revele-se”!

      No instante seguinte, a metade dos casais que aparentemente dançavam, Aline viu que na verdade transavam e a orgia era completa. Aline ficou pasma, já estava excitada de estar no colo dele, depois o contato daquela mão enorme e morna em sua coxa e ao ver a cena explícita, sentia-se como uma fêmea no cio. Precisava manter a postura de donzela para não afugentá-lo. Afinal sabia o quanto aristocrático era o grande mestre em poções. Com certeza ele selecionava e muito suas companhias. A vontade que sentia era de transar ali mesmo, no colo dele. Ela pediu para ele mostrar e agora precisava de alguns segundos para repor o fôlego. Severo escondia um sorriso maroto por trás do meio sorriso, tinha certeza que a surpreendera, mas também fora surpreendido quando ela sussurrou em seu ouvido:

- Quer dançar comigo, senhor Snape?

      Agora ele ficara confuso, será que ela o convidara para dançar ou para transar? Sabia que aquela jovem era muito atrevida, tanto quanto Tonks, a diferença era que agia de forma mais discreta, sussurrava em seu ouvido, vestia-se mais elegantemente e agora, estava ali, em seu colo, insinuando-se. Ele sentia-se excitadíssimo e tomando mais um gole de cerveja, ele a provocou:

- Aqui ou na minha masmorra?

- Óbvio que aqui...    

     Severo  maliciosamente contesta:

- Eu prefiro na minha masmorra...     

     Aline bebe um gole de cerveja e enquanto pensava o que ia dizer, ele pega o copo de suas mãos e a beija. Foi um beijo suave no início, mas quando a língua dele invadiu sua boca, Aline esqueceu a compostura e entregou-se àquele beijo. Agarrou-se em volta de seu pescoço e correspondeu àquela loucura. Sabia que agora não mais se controlaria, estava literalmente nas mãos do bruxo. A mão de Severo era mágica, subia gradativamente a minúscula saia e provocava delírios a cada toque. Seu corpo o desejava ardentemente e ela então procurou abrir o mais rápido que pôde os inúmeros botões de suas vestes até alcançar o membro másculo, rígido e pronto para o ato.  Porém, alguns segundos antes dos corpos  realmente se fusionarem em um único, ele lançou o feitiço da invisibilidade sobre eles. Ela entregou-se totalmente àquele homem que, para muitos não passaria de ficção, ou mero sonho. Transar em pleno bar lotado foi uma experiência muito fascinante, pois ninguém os via ou ouvia. Aline gritava de prazer e procuraram prolongar ao máximo aqueles momentos, até que não agüentando mais, ambos chegaram juntos ao gozo. Aline abraçou-o ainda trêmula e ele mostrou-se extremamente carinhoso. 

      Duas vidas completamente distintas, homem e mulher de mundos tão diferentes, se uniram para atender mais do que a simples necessidade carnal, a necessidade  básica de sentir-se desejado e  amado. Aline se apaixonara desde o primeiro momento que o viu. Severo Snape, sentia-se muito solitário, desejou aquela moça e a teve, porém não satisfeito com um único momento a convidou para passarem a noite juntos. Era mais do que um sonho, era a realização de uma fantasia para ambos. Ele acabara de ficar com uma moça praticamente desconhecida e trouxa!!! E gostara da experiência, Aline era inteligente e tinha excelente senso de humor o que o deixou encantado de certa forma. Ela nunca mais conseguira tirá-lo de sua mente, desde a última vez que estivera no mundo mágico.  Aceitou prontamente passar aquela noite com o grande mestre. Severo chamou o garçom e desta vez pagou as contas. Saíram abraçados do bar e foram caminhar sob o luar. Depois de alguns minutos em silêncio, Aline iniciou suas perguntas:

- Snape... Posso te chamar de Snape?

- Depois do que fizemos no bar, você pode qualquer coisa mocinha...     Sorrindo maliciosamente para ela.

- Eu gostaria muito de saber algo sobre o seu mundo...

- Se o que viu hoje é normal ou se rola só em festas???  Ele perguntou curioso.

- Não é exatamente isso que eu queria perguntar, mas devo admitir que é uma bela questão...

- Então... Pergunte!!!  Mas como você já me conhece, não prometo resposta...

- Mas você mesmo acabou de me dizer que posso qualquer coisa... 

      Aline segurou um riso.  Severo ergueu a sobrancelha. Estava ficando intrigado com o suspense da pergunta. Pressentia que ela queria saber algo sobre sentimentos no mundo bruxo. Algo que ele não dominava. Desde pequeno aprendeu a sofrer. Sentimentos de dor, solidão, medo, sempre o acompanhou. Estes sentimentos ele conhecia muito bem, mas sentimentos opostos... A única lembrança boa que possuía era o amor de sua mãe. Instintivamente ele a puxou mais para perto de si.

      Esta demonstração de afeto deixou-a comovida e  mais segura para fazer a pergunta, que era na verdade uma grande dúvida pessoal e não uma pergunta direcionada para a sua reportagem.

- No meu mundo, achamos que ser mágico é praticamente dominar tudo e todos; isto é, basta erguer a varinha e conseguir tudo. É tão simples assim? Existem limites para o uso de magia? Você realmente pode obter tudo que desejar? 

       Severo ficou pensativo e olhava a escuridão da noite. Nunca obteve aquilo que mais desejou. Desejava muito amar e ser amado por uma mulher.  Tinha uma paixão proibida. Amava sua aluna e sabia o quanto impossível seria tê-la algum dia. Poderia esperar ela se formar, mas existia uma grande diferença de idade que seria sempre um enorme obstáculo. Ela jamais corresponderia, pois para se proteger deste sentimento que tanto lhe corroia, tratava-a muito mal, tinha plena consciência. Suspirou profundamente.

- Vamos Snape, sei que você pode me responder...

- Devo confessar que tive certo receio de sua pergunta... Nós bruxos também achamos que podemos tudo... Mas o uso de magia é controlado, sim. Nossos poderes são limitados porque não podemos usá-los para lograr outros bruxos, por exemplo. Não podemos forçar ninguém a gostar da gente e de nada adianta viver sob feitiços e ilusão. Assim é a vida no mundo bruxo...

      A voz de Snape soava melancólica e Aline antes eufórica, agora parecia pensativa tanto quanto ele.

-  Pelo visto, não se têm muitas vantagens mesmo... Mas viver sob ilusão às vezes têm seu lado positivo... O seu mundo é bem mais encantador que o meu. No meu mundo as pessoas recorrem a drogas para viver na ilusão e se matam aos poucos sem saber...   Eu confesso que estou encantada com tudo...  Inclusive com você...

-  Posso lhe garantir que não se vive de ilusão eternamente... Mas as festas são ótimas por isso. Você se esquece quem realmente é...  Entrega-se  as fantasias, diminuindo o stress do trabalho. Certamente é uma ótima terapia, não concorda?

       Aline sorriu concordando e ele a abraçou, beijando-a com intensidade, aparatando logo em seguida com ela em seus braços. Surgiram na masmorra, em seus aposentos.

 

Capítulo II

 

 

      Aline estava encantada com a beleza de seus aposentos. Admirava cada canto da ampla sala de estar com a lareira, os móveis antigos, um belo tapete verde no centro, longas cortinas que escondiam as  grandes vidraças da janela e as paredes de pedra . Sentou-se no confortável sofá em frente à lareira.

      Severo regulava a iluminação do ambiente com um auxílio da varinha e com outro movimento acionou fogo na lareira. Retirou sua capa e providenciou mais cerveja e alguns salgados. Ela estava faminta, provou um de cada e achou o sabor agradável apesar de ser muito pouco semelhante aos que estava acostumada. Sentia- se levemente tonta com a cerveja e preferiu deixá-la de lado. Ele sentou-se ao seu lado.

      As mãos dele percorriam suavemente suas coxas e Aline foi entregando-se novamente àquele toque. O ambiente ainda estava frio, mas os beijos e as carícias começavam a esquentar seus corpos. Aos poucos e a cada troca de beijo uma peça de roupa era largada ao chão. Quando estavam totalmente despidos, Aline não resistiu a tentação de fotografá-lo.

- Snape querido, você é super dotado!!! Não é para menos o que senti antes, lá no bar...  Soltou um risinho maroto  e prosseguiu: Por favor, deixe-me fotografá-lo com o meu celular, que tem uma câmara... Só um instantinho...

- Ora, mocinha... não vamos desperdiçar nosso tempo com bobagens... além do mais, você se esqueceu que está no mundo bruxo e ao retornar ao seu mundo toda a memória se apagará...

     Aline lembrou de seu último encontro no castelo e todas as suas anotações permaneceram intactas no bloco, não custava tentar. Com um movimento rápido, se desvinculou dos braços fortes do amante, retirou seu celular de dentro da mochila. A primeira tentativa de ligar se concretizou e logo em seguida bateu algumas fotos. Não satisfeita com a pouca iluminação, foi até o mestre pedindo com extrema delicadeza;

- Por favor, Snapezinho...  pouse para mim... Eu faço tudo que você quiser...

      Severo com o sorriso mais malicioso possível levantou-se e dizendo a palavra “lumus”, seu corpo ficou totalmente iluminado com a luz do ambiente. Aline rapidamente  bateu a foto. Sentindo-se satisfeitíssima, guardou o aparelho e foi rapidamente aproveitar cada centímetro daquele corpo másculo que lhe fazia delirar só de olhar.

     Sentando-se no sofá, Snape a olhou maliciosamente imaginando o que aquela mulher deliciosamente exótica aprontaria. Indagou-se se ela falara realmente sério sobre fazer qualquer coisa que ele pedisse.

Aline o observava ali, sentado e a observando como um predador pronto a atacar, sentiu o desejo arder ainda mais dentro de si. Aquele homem definitivamente não era comum, nem mesmo como bruxo. Exalava poder e sensualidade por todos os poros, Ela poderia sentir o cheiro da masculinidade dele. Bah, ele é extraordinário!    Aline adoraria satisfazer todos os desejos dele.

      Diga, o que posso fazer para te agradecer?

- Surpreenda-me Senhorita.

      Aline com um sorriso provocante o beijou. Não demorou muito para as carícias se tornarem ousadas e se encontrarem no mais puro ato de prazer. Aline descia suas carícias e beijos pelo pescoço, tórax e abdômen até posicionar-se. Sabia muito bem levar um homem à loucura. O órgão rígido e enorme era deliciosamente saboreado.  Snape gemia a cada movimento e segurou-se ao máximo para aproveitar cada momento de prazer.  Minutos depois ele a puxa beijando-lhe com voracidade, quase sem fôlego, a coloca sentada no sofá e agilmente invertendo as posições.   Aline não esperava que fosse retribuída da mesma forma e rapidamente gozou, seria humanamente impossível para ela segurar-se depois de sentir os lábios dele e a língua invadindo tão profundamente sua intimidade.

     Severo a tomou em seus braços e ainda trêmula a levou para sua cama. Lá novas carícias eram trocadas, os beijos eram longos, saciando aos poucos aquela fome distinta, aquela carência que sentiam um pelo outro. Aline cavalgou o restante daquela noite inesquecível. Dormiu abraçada a ele e vencida pelo cansaço.

       Pela manhã ela foi despertada com um beijo carinhoso:

- Sinto ter que fazer isso... mas é melhor você se vestir enquanto eu peço o café... Dentro de quinze minutos tenho uma reunião com o diretor e infelizmente você terá que partir. Os trouxas não podem saber de nossa existência...

-  Sei... Não se preocupe, eu entendo! Quero que saiba que foi a melhor noite da minha vida...

     Severo ao alcançar as roupas dela, respondeu:

- Da minha também...

      Depois de tomarem o café da manhã juntos nas masmorras, Severo aparatou com ela até Hogsmeade. Antes de se despedirem ele lhe disse:

- Aline, você foi maravilhosa, jamais vou te esquecer. No café que tomaste, coloquei a poção anticoncepcional e a poção para o esquecimento, a sua memória será apagada assim que retornar.

      Após um longo beijo de despedida, Aline colocou sua mão no portal e seu corpo foi arremessado de volta ao seu mundo.

     Severo aparatou logo em seguida em sua masmorra. Sentia-se extremamente feliz quando se dirigia para a sala de reuniões.

     Aline apareceu subitamente na estação de metrô, esperou seu corpo parar de girar, olhou no relógio. Já estava atrasada, embarcou rapidamente no metrô e desceu na estação próxima ao seu trabalho. Não lembrava o que tinha acontecido na noite anterior, mas uma estranha sensação de felicidade dominava seu corpo.

      Ao iniciar seu artigo sobre o dia das bruxas, pegou seu bloco de anotações, como de costume, e ficou maravilhada com o conteúdo descrito.

      À noite, em seu quarto, telefonou para sua amiga para contar sobre seu artigo, foi então que teve uma surpresa fantástica. Encontrara no arquivo de fotos de seu celular, uma belíssima fotografia do Mestre Severo Snape: o Deus Slytherin do sexo. Rapidamente, via internet, a deliciosa foto foi surgir na capa da playwitch de aniversário de um ano, para o contentamento geral de todas  as fãs taradas como Aline Snape. 

 

FIM

 

NA: Sorte que é uma ficção, porque Aline Snape jamais dividiria a foto com as outras fãs...  Desculpe a sinceridade...