Nome da fic: Pensamentos

Autor: Kazinha (karinepira@hotmail.com)

Pares: Severus/Hermione

Censura: Livre

Gênero: Romance

Spoilers: sem spoiler

Desafio: 16. Desafio-equação: Neville + Poção = Snape telepata. Ele lê pensamentos sem precisar de Legilimência.

Resumo: Após um acidente, pensamentos começam a invadir a cabeça de Severo, e ele acaba descobrindo que existe uma menina apaixonada por ele.

Notas: Minha primeira fic.

Agradecimentos: a Ludmila que betou a minha fic mesmo estando em cima da hora, a todos os autores de fics e a JKR também.

Disclaimer: Todos os personagens que você consegue reconhecer são de JKR.

Esta fic faz parte do SnapeFest 2005, uma iniciativa do grupo SnapeFest, e está arquivada no site http://oxetrem.com/fest.

 
 
No começo do seu sétimo ano, Harry Potter enfrentava uma aula de Poções particularmente difícil. Muito mal-humorado, o Professor Severo Snape tinha resolvido passar uma receita de poção que levaria a aula inteira, entre preparo e cozimento.
Severo tinha preparado toda a sala para possíveis erros na poção, mas mesmo assim, estava muito preocupado, afinal nessa aula estavam os alunos da Grifinória, na sua opinião, os maiores encrenqueiros de Hogwarts, sempre dando um jeito de aprontarem alguma.
A única que salvava em toda Grifinória era Hermione Granger, na opinião de Severo a melhor aluna que já tivera, mas não deixava de ser uma sabe-tudo irritante. Era verdade que ela tinha mudado muito nesses anos todo, tinha se tornado uma linda mulher, mas ainda era a sabe-tudo irritante.
Não demorou muito e Severo percebeu que tinha algo de errado no caldeirão de Neville, a poção estava na cor verde, e o certo seria rosa, e borbulhava demais, espirrando gotas para todo lado. Severo correu para lá, verificando os ingredientes, tentava ver uma maneira para poder estabilizar a poção.
- Sr. Longbottom, passe-me rápido o chifre de unicórnio em pó.
Neville passou para o professor o pó o mais rápido que pôde, só que ele passou patas de aranhas em pó no lugar do chifre de unicórnio em pó. E quando Snape colocou o pó na poção, uma explosão ocorreu e o mais engraçado ou terrível, foi que ela foi direcionada, e bem em cima do professor de Poções. Severo voou longe e caiu, batendo na parede do outro lado da sala, ficou todo lambuzado de uma gosma verde. No começo os alunos acharam graça daquela situação, o temido professor todo lambuzado, mas o professor desde que tinha caído não exibia nenhuma movimentação, estava completamente desacordado.
Alguns alunos saíram correndo para chamar Madame Pomfrey, outros foram chamar o Diretor, e Hermione e Draco tentavam chegar ao professor para ver se eles poderiam estar fazendo algo até que Madame Pomfrey não chegasse. E foi Hermione quem assumiu o papel de ajudante de enfermeira: primeiro pediu para que os alunos se afastassem e depois tratou de fazer um feitiço no qual ela limpou toda aquela gosma do professor, e quando ia tentar aplicar algo mais avançado, Madame Pomfrey chegou correndo na masmorra e foi logo indo ver o estado do professor de Poções, agradeceu a Hermione pelos primeiros socorros e assumiu a partir daquele ponto.
Fez vários testes, aplicou alguns feitiços e medicou algumas poções. Nisso o Diretor vinha chegando na masmorra e tinha um semblante de preocupação, coisa que era raro de se ver no rosto do Diretor de Hogwarts.
Depois de algum tempo Madame Pomfrey conseguiu fazer com que o professor de Poções acordasse. Mas ele teve uma reação muito estranha, se encolheu todo no canto da sala, tampou os ouvidos e gritava para que todos ficassem em silêncio, mas o mais estranho de tudo isso era que a sala toda estava num profundo silêncio, os alunos estavam olhando para o professor, mas ninguém falava nada.
Mas Severo escutava várias coisas como: “Que pena que ele não morreu” – “Nossa ele ficou doidinho” – “Espero que ele fique sem dar aula pelo menos por uma semana” – “Tomara que ele desconte ponto da Grifinória por tudo isso” – “Oh! Meu Deus, faça com que o professor Snape fique bom, eu o amo tanto” – “Meu mestre precisa ficar sabendo disso, esse traidor bem que poderia ter morrido”.
Severo, quando se deu conta de que ninguém estava mexendo a boca, saiu correndo em direção ao seu quarto e se trancou lá.
Dumbledore liberou os alunos e falou para que todos ficassem tranqüilos que o professor devia estar meio fora de si, devido ao impacto da queda, mas que logo ele estaria bom novamente. Alguns alunos adoraram esse ataque do professor, outros não ligaram, e alguns ficaram um pouco preocupados.
- Será que o morcegão endoidou de vez?
- Rony, você não ouviu o que o Diretor falou? Deve ser uma reação à queda dele, afinal ele bateu a cabeça, logo ele deve estar recuperado.
- Olha Hermione, eu não faço questão que demore vários dias para a recuperação dele.
- Olha que eu concordo com o Rony.
- Harry, você também?
E Hermione saiu pisando duro pelo corredor. Nesse mesmo instante um Severo desesperado estava todo encolhido na sua cama. Mas uma batida na sua porta não cessava.
-Vamos, Severo, abra a sua porta, ou serei obrigado a derrubá-la. Eu estou com Madame Pomfrey aqui e estamos preocupados com você.
- Diretor, vá embora, nesse momento eu quero ficar sozinho, volte mais tarde.
- Severo, abra, ou entro sem sua permissão.
- Está certo Alvo, mas só você.
- Pode ir, Poppy, qualquer coisa depois eu te chamo, muito obrigada por tudo.
- Certo, Alvo, qualquer coisa me chame.
E Dumbledore entrou no quarto do mestre de Poções, e ficou atordoado com a figura de um Severo desolado e amedrontado.
- Conte-me, jovem, o que acontece com você.
- Alvo, eu acho que minha Legilimência está fora de controle. Eu escutei várias coisas quando eu acordei, mas ninguém mexia a boca, só poderia ser pensamento. Estou descontrolado, então resolvi me isolar para ver se ela estabilizava. Aquelas vozes todas iam me deixar maluco, mas acho que agora passou, não estou escutando nada.
- Mas é claro, meu jovem, eu não estou pensando nada. Mas e agora?
“Que vontade de comer brigadeiro”.
– Alvo, não tinha coisa melhor para você pensar?
- Claro que não, meu caro Severo, brigadeiro é um dos doces trouxa de que eu mais gosto. Bom, mas deixando de brincadeira, fico mais aliviado que seu problema seja só esse. Acredito que isso tudo deva passar logo, e também tenho certeza de que logo você estará dominando essa sua sensibilidade maior com a Legilimência.
- Certo, Alvo, tentarei praticar algumas técnicas de bloqueio. Um pouco por hoje acredito que amanhã eu esteja melhor.
- OK, meu caro Severo, então agora descanse. Pedirei para que algum elfo lhe traga comida. Durma um pouco, irá ajudar.
- Ah! Alvo, eu ia me esquecendo. Quando eu estava acordando e todos aqueles pensamentos foram invadindo a minha cabeça, eu fiquei encucado com dois pensamentos: um, a pessoa falava que precisava relatar tudo aquilo para o mestre dela e que o traidor, no caso eu, deveria ter morrido, e outro (nessa hora Severo ficou um pouco vermelho), esquece, Alvo, é algo pessoal.
- Bom, já sei, alguma aluna apaixonada e o outro algum aluno envolvido com Voldemort. Você não conseguiu identificar as vozes?
- Era um monte de pensamentos ao mesmo tempo, não consegui perceber nada, nem se era voz masculina ou feminina.
- Acalme-se, Severo, tenho certeza de que a declaração de amor tenha vindo de uma linda menina. Agora a outra, seria importante descobrir. Bom, já sabemos que esse comensal mirim está no sétimo ano e que pertence a Grifinória ou a Sonserina. Conforme você for controlando esse seu novo poder, você encontrará uma maneira de filtrar os pensamentos.
- É, Alvo, você tem razão. Farei isso.
Depois que o Diretor deixou o quarto do professor. Ele ficou pensando em tudo que tinha acontecido naquele dia: os ingredientes da poção, o erro de Neville provocando a explosão, o pensamento do minicomensal. Mas o mais importante: alguma aluna ali o amava. Amava, palavra forte, mas o pensamento foi tão claro, tão aflito. Parecia realmente que ela estava desesperada para que ele ficasse bem, como que o seu bem estar dependesse daquele momento, no qual ela queria muito que o seu professor ficasse bem e ileso de qualquer problema.
Por mais que tentasse, se esforçasse, ele não conseguia identificar a quem pertencia àquela voz.
No dia seguinte, Severo tentou ir tomar café da manhã, mas desistiu logo que encontrou um grupinho de sonserinos que estavam indo para o salão para tomar o café da manhã. Ele não precisou chegar muito perto, que logo todos os pensamentos foram invadindo sua cabeça. Correu para o seu quarto e chamou o Diretor pela lareira.
- Alvo, acho que eu não vou conseguir dar aula hoje. Ainda não tenho controle sobre a Legilimência. Preciso fazer umas pesquisas. Tentarei fazer alguma poção para deixar as funções do meu intelecto um pouco mais lento. Acho que isso pode me auxiliar em conseguir controlá-la.
- Fique tranqüilo, Severo. Colocarei outra matéria no lugar da sua. Depois você repõe essas aulas.
Os alunos do 7º ano da Grifinória tinham Poções novamente hoje, no ultimo horário, mas na hora do almoço, eles foram avisados de que teriam aula de Herbologia no lugar, e que depois o professor Snape iria repor essa aula. E o Diretor fez questão de falar que o professor estava passando bem, só que tinha alguns probleminhas que o impossibilitavam de dar aula hoje.
Mesmo o Diretor deixando claro que o professor estava bem. Hermione tinha ficado muito preocupada, nunca tinha visto o professor Snape faltar a uma aula. Mesmo quando ele fazia o serviço de espião, que não devia ser nada fácil, mesmo assim ele sempre comparecia para as suas aulas. Se dessa vez ele não pode dar aula, algo de errado tinha. Resolvera que depois do jantar iria conversar com o Diretor e oferecer ajuda, já que ela era a Monitora Chefe, devia poder fazer algo pelo professor.
Então, como tinha imaginado, depois do jantar falou para Harry e para o Rony que ia fazer algumas tarefas de monitora e que mais tarde ela iria para o salão comunal da Grifinória. Seguiu o caminho para a masmorra e ficou na porta, pensando se deveria mesmo bater ou não.
Enquanto isso, dentro do quarto, havia um professor preocupado, mas ao mesmo tempo interessado em descobrir quem seria a pessoa que gostava dele. Estava empenhado na leitura de vários livros para ver se descobria alguma poção que o ajudasse, tanto a amenizar o poder da Legilimência, como algo que o ajudasse a filtrar os pensamentos daquele dia, para que ele descobrisse quem era a pessoa que o amava e quem era o minicomensal. E nesse momento ele ouviu batidas na porta. Ficou preocupado com quem poderia ser. Quando viu o horário, logo imaginou que seria Alvo, preocupado se ele tinha jantado ou não, e automaticamente ele pediu para que a pessoa entrasse. No momento em que viu a pessoa que entrava pela porta, ficou completamente abismado, (ponto) o que será que a sabe-tudo queria com ele?
Ele estava sem tempo e sem possibilidades para ficar esclarecendo qualquer dúvida que aquela menina poderia ter. Ele não acreditava na quantidade de dúvidas que uma cabecinha daquela poderia ter, mas quando olhou para a pessoa que estava na porta, os pensamentos dela invadiram sua cabeça “nossa parece que realmente ele está bem, isso significa que o Diretor estava falando a verdade, mas se ele está bem, por que ele não está indo dar aula?”
- Bom, Srta. Granger, eu não estou indo dar aulas pelo mesmo motivo que eu estou respondendo a essa sua pergunta antes mesmo de você perguntá-la. (Hermione ficou com uma cara de surpresa, tudo bem que ele era bom em Oclumência, mas ele nem tinha olhado no fundo dos olhos dela).
- Mas, professor.... como ?
- Realmente, eu sou bom em Oclumência e Legilimência, mas não a esse ponto. o acidente de ontem potencializou esses meus poderes, e eu estou ficando trancado aqui na masmorra exatamente porque eu não consigo controlar isso. Fico captando o pensamento de todo mundo que fica próximo a mim, e isso pode me levar à loucura. Bom, Srta. Granger, já percebi que a senhorita consegue controlar seus pensamentos. Deve criar uma ótima barreira. Deveria praticar Oclumência. Já que consegue ficar em silêncio com os seus pensamentos, poderia me ajudar
- Claro, professor, eu vim aqui hoje exatamente para oferecer alguma ajuda. No que posso ajudar?
- Eu estou procurando alguma poção que faça meu cérebro funcionar numa velocidade mais lenta. Acho isso ajudará no controle da Legilimência. Assim eu poderia sair do meu quarto sem ficar louco.
- Interessante essa teoria.
- outra coisa, estou procurando algo para filtrar os pensamentos que eu recebi no dia do acidente. Tem alguns pensamentos muito importantes que eu preciso descobrir de quem são, mas como veio tudo de uma vez, eu não consigo associar o pensamento com a voz da pessoa.
- Eu posso saber por que é importante o senhor ligar o pensamento com a pessoa?
- Srta. Granger, a senhorita já esta querendo saber demais. Tome esses livros, veja se encontra algo interessante, e por favor continue sem pensar. Não quero ficar sabendo coisas desagradáveis da sua vida.
- Eu estou tentando. (como se eu quisesse que ele ficasse sabendo)
- Srta. Granger, controle-se
E os dois ficaram várias horas entretidos com todos aqueles livros, Hermione fazendo a maior força para se controlar, para criar uma barreira para os seus pensamentos e mesmo assim ainda conseguir se concentrar na leitura e Snape ainda tentando achar algo naquele pensamento da pessoa que o amava. Ele lia um parágrafo umas 4 vezes para conseguir entender do que falava, tanta era a falta de concentração. Num determinado momento Hermione gritou.
- Achei professor, acho que isso pode resolver em parte as coisas para o senhor. Veja só, aqui fala que essa poção é usada para desligar parte do cérebro de uma pessoa. No preparo da poção, você pode escolher que parte você quer desligar, o lado direito ou o esquerdo. Pode assim a pessoa desenvolver mais o lado que deseja estando o outro desligado. Acho que isso pode ajudar. Se desligarmos o lado super ativo do senhor, o senhor conseguirá sair do quarto para dar aula, até pelo menos descobrimos a cura para isso.
- Segundo Alvo, eu voltarei ao normal, só que pode demorar um certo tempo, e eu precisaria ficar trancando aqui. Mas é interessante isso que a senhorita achou. Podemos tentar fazer essa poção. Faremos para os dois lados do cérebro e testamos para ver qual eu preciso desligar por um tempo. Quanto tempo dura à poção?
- Parte do cérebro fica desliga por 12 horas.
- ótimo. Irei preparar amanha essa poção. Do que precisamos?
- Escama de sereiano, pena de hipógrafo, pata de aranha, tripa de sapo, pó do casco de unicórnio e lama do rio Nilo.
- Tenho quase tudo. Não sei como vou conseguir escama de sereiano e pena de hipógrafo sem sair do meu quarto.
- Isso é fácil professor. Amanhã eu tenho aula de Trato das Criaturas Mágicas. Hagrid deve ter esses dois ingredientes. Eu pego com ele e trago para o senhor depois do almoço, pode ser? “tomara que ele aceite, ops... acho que não consegui segurar esse pensamento”
- Tudo bem senhorita, eu a espero amanhã depois do almoço. (e não fez nenhum comentário sobre o pensamento dela).
- Então, boa-noite, professor
- boa noite senhorita, e muito obrigado pela sua ajuda.
“Nossa, não esperava por isso. O professor Snape me agradecendo, Acho que vai chover...”
- Srta. Granger, controle-se. E eu posso ser grosso, mas não sou mal-educado. A senhorita me ajudou muito essa noite.
Hermione foi embora pensando em como ele estava diferente. Será que era devido à situação que ele se encontrava, ou ele era assim diferente quando estava longe de todo mundo? Ela teve que ver pelo lado bom, afinal o coraçãozinho dela não tinha se enganado tanto. Ela sabia que estava apaixonada por ele devido a sua inteligência, astúcia, charme, mas se a boa educação fazia parte do pacote, melhor ainda.
Severo ficou pensando naquele ultimo pensamento de Hermione, não o sobre a chuva, mas o que ela pedia silenciosamente que ele aceitasse que ela voltasse no dia seguinte. Será que era ela a dona do pensamento de amor que ele escutou no dia da explosão.
- Não, Severo, pare de pensar besteira. Onde já se viu uma linda menina, inteligente e que eu maltratei esses anos todos, iria se apaixonar por mim?  Epa, desde de quando, Severo, que você anda achando a Srta. Granger bonita... Esse acidente deve ter me afetado mais do que eu supunha. (Severo falava para si mesmo essas palavras em voz alta)
E Severo ficou pensando que Hermione tinha mudado muito durante esses anos todos. Quando ela chegou, era uma detestável sabe-tudo, que tinha um cabelo todo rebelde. Conforme o tempo foi passando, ela continuou a ser a sabe-tudo de sempre, mas seu cabelo foi ficando diferente, todo cacheado, cheio de brilho, tinha aspecto de ser muito sedoso. E o corpo então! Foi se tornando um corpo de mulher, uma linda mulher, cheia de curvas certinhas, nada a mais e nada a menos. Realmente Hermione hoje em dia era uma mulher linda, charmosa, meiga e o melhor de tudo, muito inteligente.
- Acho que eu poderia me apaixonar por ela... Pare de besteira, Severo, e vá dormir.
No dia seguinte, Hermione foi para a aula de Trato de Criaturas Mágicas e pediu os ingredientes para o Hagrid. E esse, com a maior felicidade, pegou para Hermione. Ela tinha lhe falado que estava ajudando o professor Snape em uma experiência, o que no fundo era verdade, só não comentou sobre a situação dele, porque ela não sabia se podia. Achou melhor não especificar qual era a experiência.
Hermione foi almoçar. Durante o almoço os meninos ficaram confabulando algumas coisas que iam aprontar na aula da Trelawney. Como Hermione não fazia essa aula, nem prestou muito atenção, normalmente nesse horário ela ficava na biblioteca ou adiantando alguma coisa do seu serviço de monitora, mas hoje ela iria ajudar o professor Snape, e torcia muito para que desse tudo certo.
Severo estava arrumando tudo na sua bancada. Já tinha preparado todos os ingredientes que ele possuía, só faltava os que Hermione iria trazer e ele poderia começar a fazer a poção. Nesse instante houve uma batida na porta.
- Entre, Hermione, eu estava te esperando.
- Sinto em lhe desapontar, meu caro Severo, mas eu acho que nem com poção polissuco eu conseguiria ficar bonito como a srta.Granger. (e ficou com um sorrisinho no rosto)
- Alvo??? Desculpe-me, é que eu estava esperando por ela, e pelo horário, achei que poderia ser ela.
- Você a está esperando? porque?
- Ontem ela passou por aqui me oferecendo ajuda, e eu aproveitei e dei um monte de livros para ela ler, para me ajudar a achar alguma poção para a situação em que eu estou vivendo, e para a minha felicidade ela achou algo que pode dar certo. Só que faltaram alguns ingredientes e ela ficou de me trazer hoje depois do almoço.
- Ah!  sim, claro, a Srta. Granger é muito eficiente mesmo, e prestativa também. Ficou preocupada com o senhor e ela sendo monitora, resolveu oferecer ajuda. Ela realmente é uma garota especial. Mas espero que você não esteja se aproveitando dela, Severo.
- Sabe, Alvo, no começo eu dei aquele monte de livros para ela, para ver se quebrava aquele ar de, eu sei tudo, eu posso tudo, mas depois ela leu tudo com uma velocidade, e encontrou a poção, que eu fiquei admirado e estou muito grato mesmo, pela ajuda dela.
- Severo, Severo, acredito que ela foi a única aluna que se preocupou com você. Foi a única que veio ver se você precisava de algo, não é verdade tudo isso? e mesmo assim no começo você quis judiar dela.
- Certo, Alvo, eu admito que errei, mas ela pode continuar me ajudando?
- Lógico que pode! Mas me fale como você esta fazendo para não ler os pensamentos dela.
- Ah! Eu queria mesmo falar sobre isso com você. Aquela menina tem uma barreira muito forte, só às vezes ela deixa escapar alguns. Mas acredito que , com mais um pouco de treinamento, ela ficara ótima em Oclumência.
- Melhor assim. Acho que você ficaria um pouco constrangido sabendo de tudo o que se passa na cabeça da Srta. Granger Ah! Srta. Granger, que bom que chegou, estávamos falando sobre você. Fiquei muito satisfeito em saber que a senhorita esta ajudando o professor Snape.
- Que bom, Diretor, que o senhor concordou. Como eu sou monitora-chefe, achei que deveria ser como um dever ajudar algum professor que esteja precisando. Mas mesmo assim eu ia conversar com o senhor sobre isso, mas acabei ficando meio ocupada e ainda não passei no seu escritório.
- Mas já esta tudo resolvido. Você pode ficar ajudando o professor Snape quanto tempo ele precisar, e se precisar faltar de alguma aula, venha falar comigo, que eu resolvo tudo. O principal agora é que nosso mestre volte à ativa, e eu acredito que com a ajuda da senhorita isso acontecerá o mais breve.
 Dumbledore saiu da sala, desejando uma boa experiência e deixou duas pessoas se olhando profundamente, Hermione fazendo de tudo para bloquear seus pensamentos e ele tentando entrar naquela cabecinha linda. Hermione começou a se desesperar ao perceber que realmente o professor queria invadir sua cabeça e tratou de quebrar logo aquele contato visual.
- Olha, professor, consegui tudo o que estava faltando, o Hagrid tinha tudo. E professor Snape, jogo baixo isso que o senhor acabou de fazer.
- O que a senhorita esta querendo dizer com isso?
- O senhor me entendeu. Já não basta ficar lendo o pensamento de todo mundo sem querer, e agora o senhor forçou para entrar na minha cabeça?
- A senhorita percebeu, mas era de propósito, só para verificar se estava preparada para ficar ao meu lado aqui no laboratório.
- Preparada eu nunca estou “nossa , agora além de tomar cuidado com pensamentos, também preciso redobrar os cuidados com o que digo”
- Como assim?
- Ah! o senhor sabe, né?  nunca se sabe o que o senhor vai falar, afinal o senhor me detesta.
- Bom, senhorita, vamos esclarecer algumas coisas (e foi andando na direção de Hermione), em primeiro lugar, eu não detesto a senhorita (andou mais um pouquinho), em segundo lugar, eu tenho implicância sim com todos os alunos que não são sonserinos. Já é um tipo de marca registrada da minha pessoa, me entende? E terceiro, eu admiro muito a senhorita, é a aluna mais inteligente que eu já tive. Pena que pertença a Grifinória (falando isso ele pegou na mão de Hermione e levou para sua boca, dando um beijo bem suave). Agora que estamos esclarecidos, podemos começar a fazer a poção?
- AAA A Achoooo que nãooo!
- Por que não?
- Depois desse beijo, eu não vou conseguir me controlar, e o senhor vai ler todos os meus pensamentos. (e Hermione saiu correndo do laboratório)
Severo ficou pasmo olhando para a porta, já não tinha mais Hermione nenhuma naquele recinto, e ela tinha falado que não ia se controlar por causa do beijo, então isso significava que ela sentia algo por ele. Será mesmo que era ela a dona do pensamento do dia da explosão? Severo tinha até ficado feliz com essa inesperada revelação, mas agora ia se esforçar para fazer aquela poção, para ele poder sair do seu laboratório, senão não iria ver Hermione tão cedo. Calculou que depois de hoje ela não ia voltar por lá tão cedo.
Enquanto isso , em seu dormitório. Uma Hermione enfurecida se xingava. Como ela poderia ter feito aquilo, como um simples beijo na sua mão tinha a descontrolado tanto? Ela tinha ficado totalmente mole, sem noção de tempo e espaço, perdidinha. Agora ela estava encrencada. Tinha prometido ao Diretor que iria ajudar o professor, mas como poderia encará-lo novamente? Depois do que ela falou, ele já tinha sacado tudo. O que ela poderia fazer?
- Oh! Merlim! Como você é burra, Hermione Granger! Apaixonar-se por um professor e falar isso na cara dele, não com essas palavras, mas para bom entendedor meia palavra basta.
E ela sabia que Severo não era nada burro, e que ele já tinha pescado tudo. E ficou o resto da tarde pensando o que ela poderia fazer para se desculpar com o professor. Afinal ela queria muito ajudá-lo, e ele tinha confiado nela, tinha falado que ela era a aluna mais inteligente que ele já tivera, e isso era de grande ajuda nesse momento.
Severo ficou arrumando a poção pelo resto do dia, pelo seus cálculos logo depois do jantar a poção já estaria pronta e ele iria fazer um teste. Mas só para não correr o risco e a poção não dar certo, ele iria chamar Alvo para fazer o teste. Na verdade ele preferia que a Srta. Granger estivesse presente, afinal quem tinha achado essa poção era ela, mas devido aos acontecimentos dessas últimas horas, ele supunha que ela não voltaria mais hoje para a masmorra.
Hermione ficou o jantar inteiro tomando coragem para ir até a masmorra e se desculpar com o seu professor. Ainda não sabia o que ia falar, mas resolveu que iria assim mesmo e na hora improvisaria qualquer coisa. Achava que qualquer coisa que tentasse falar, Severo não ia acreditar. Então já que tinha sido feita a burrada, só restava tentar diminuir o impacto disso tudo.
A poção estava ficando no ponto certo, agora Severo só precisava chamar o Diretor para que ele participasse do teste, mas nesse momento alguém bateu na porta “o Alvo é mesmo impressionante, nem precisei mandar uma coruja e ele já esta aqui”, mas quando Severo abriu a porta, encontrou alguém muito mais agradável do que um Diretor barbudo e de cabelo branco.
- Srta. Granger, que ótimo que tenha aparecido. A poção já esta pronta. Já ia chamar o Diretor para presenciar o teste, mas já que a senhorita está aqui, eu prefiro que seja você que testemunhe a experiência.
- Verdade, professor? o senhor não quer que eu vá chamar o Diretor?
- Claro que não , Hermione, foi você que achou a poção, nada mais justo que você esteja presente na hora do teste. Mas se der errado, fique sabendo que a Grifinória irá perder ponto por isso.
- Mas... professor!
- Estou brincando, Srta. Granger. Sabe de uma coisa? Agora eu sei porque sempre impliquei com a senhorita: você fica uma graça nervosinha.
(eu não estou acreditando. Será que esse é mesmo o meu professor de Poções? Ele está tão diferente, será que ele bebeu? Mas isso iria prejudicar o teste)
- Pode ficar tranqüila , senhorita, eu não bebi. Só estou de muito bom humor, coisa que é realmente raro, eu admito, deve ser a companhia. Bom , mas vamos deixar de conversa e de pensamentos e vamos logo para experiência.
- Qual o lado que o senhor vai testar primeiro?
- Ainda não pensei nisso, qualquer um. Tem alguma sugestão?
- Bom, o lado esquerdo é o lado racional e o direito o sensitivo. Como esse seu novo talento é uma coisa mais sensitiva, acredito que deva começar com o lado direito.
- OK, vamos começar com o direito, senhorita sabe-tudo-uma-graça.
- Irei fingir que não escutei o final da sua fala.
Nesse momento, Severo abriu um sorriso único, pelo menos Hermione nunca tinha visto um igual, e ela tinha ficado encantada com ele. Severo preparou a poção para que ela afetasse o lado direito de seu cérebro deu uma olhada para Hermione e sorriu. Hermione o olhou com um rosto de encorajamento e acenou com a cabeça, nisso Severo virou o cálice de uma vez só.
- Pronto, senhorita, por enquanto nenhuma reação. O livro descreve algum sintoma e a partir de quando a poção faz o seu efeito?
- O senhor não leu o livro?
- Lógico que não, eu confio na senhorita
Hermione colocou um grande sorriso no rosto.
- Bom, no livro fala que as reações possíveis são sonolência, lentidão para pronunciar algumas palavras e o efeito é imediato. Mas acredito que no caso do senhor as reações não serão perceptíveis, devido ao aceleramento que o senhor esta passando.
- Pronto, então, vamos testar. Pense, senhorita Granger.
Ai, meu Deus, o que devo pensar? Preciso tomar cuidado no que pensar, se bem que se a poção não estiver funcionando ele está escutando todo esse meu devaneio. Ainda bem que não pensei nada constrangedor)
- Hermione?
- Sim, professor.
- Ou a senhorita não pensou nada ou realmente a poção funcionou.
E Hermione abriu um grande sorriso.
- Bom, pelo seu sorriso, acho que a poção funcionou.
Severo agarrou Hermione pela cintura e ficou rodopiando em pleno laboratório, gargalhando (difícil de imaginar), sim gargalhando. Hermione ficou pasma com tudo aquilo: primeiro ele a estava carregando e girando com ela, e segundo ele estava dando risada, e uma risada gostosa, daquelas que contagia quem esta próximo, e Hermione começou a rir também. Depois Severo parou de girar e colocou Hermione no chão. Ele ficou olhando fixo para ela, e ela não conseguiu segurar um pensamento “ah! como eu amo esse homem”.
Severo aproximou-se de Hermione e chegou perto do seu ouvido e falou:
- Hermione, eu posso estar sobre o efeito da poção, mas eu ainda possuo a arte de Legilimência e eu captei o que você pensou.
Falando isso, Hermione ficou completamente estática, gelada. Ela tinha esquecido de quebrar o contato visual e ele tinha entrado na sua mente, e de repente Hermione estava entrando em pânico sem saber o que fazer. Começou a sentir uma boca a beijar o seu pescoço. Suas sensações ficaram loucas, seu corpo amoleceu, se arrepiou toda, parecia que tinha borboletas no seu estômago. Não conseguiu falar nada, somente se entregou para aquelas sensações. Quando a boca de Severo foi subindo e encontrou seus lábios, não tinha como se controlar. Era tudo muito bom, maravilhoso, ficou tão mole que suas pernas não conseguiram lhe sustentar. Se não fosse Severo que estava a abraçando, ela agora estaria no chão. E aquele contato labial foi se distanciando e ela foi abrindo os olhos devagar para ver na sua frente o ser que só a Hermione conhecia o qual já fazia parte de seus sonhos. Sim, porque tudo que estava acontecendo parecia um sonho.
- Não me fale que agora eu vou acordar...
- Não Hermione, você já está acordada, e tudo isso foi real. Espero que tenha gostado.
- Se eu gostei? Isso tudo foi muito melhor do que tudo que eu já imaginei.
- Espero que essas imaginações tenham sido comigo.
- É lógico que foram com o senhor.
- Hermione, vamos fazer um trato. Quando estivermos sozinhos, eu sou Severo para você.
- Certo, desculpa, é força do habito.
- Bom, agora eu já descobri a dona de um dos pensamentos do dia da explosão.
- Como assim? Ah! (e tampando a boca com a mão) Verdade. Naquele dia eu devo ter rogado a Deus para salvar você e devo ter falado o quanto você era importante para mim.
- Isso mesmo, e isso me deixou muito impressionado. Nunca imaginei que alguma aluna algum dia fosse se apaixonar por mim, principalmente você Hermione, que eu tratava tão mal. Sabe, acho que era uma defesa. Não tem como não se apaixonar por você, tão linda, tão meiga, tão inteligente.
- E eu digo o mesmo, tão lindo, tão charmoso, tão inteligente, não tinha como eu fugir desse sentimento.
- O que faremos agora? Não podemos ter um relacionamento. São regras da escola. Mas eu acho que eu não conseguiria olhar para você e não sentir vontade de te tocar, ou de te beijar.
- Apesar de faltarem só alguns meses para me formar, eu também não me vejo ficando afastada de você.
- Esses meses se tornariam eternidades para mim, não! Não posso esperar tanto assim. E se você se apaixonar por outro?
- Sem chance, Severo. O que eu sinto por você é muito forte, é para sempre.
- Sempre?
- Olhe, Severo, eu não estou te cobrando nada, só estou falando o que eu sinto. Sei que sou muito nova para você, sei que o que você deve estar sentindo por mim, é uma paixão, mas o meu sentimento é sincero e vou curtir ao máximo todo momento que eu passar ao seu lado.
- Menina boba, é lógico que não é uma paixonite que eu estou sentindo. Você sim que deve estar sobre o domínio de alguma poção. Por que você estaria amando um velho carrancudo e chato como eu?
 - Deixa disso, Severo.
E ficaram namorando e conversando, Severo agora tinha certeza que não havia outra mulher no planeta que daria certo com ele, como Hermione. Além de muito beijos e carinhos, conversavam sobre poções, estratégias contra o inimigo, e Severo acabou revelando para Hermione o outro pensamento que tinha ficado na cabeça dele e que ele não conseguia saber de quem era. Como já estava tarde, Hermione achou melhor voltar para o dormitório e deixar para procurar algo nos livros para filtrar os pensamentos só amanhã. Como seria sábado , ela daria um jeito de passar o tempo todo com Severo.
 Hermione foi tomar café da manhã junto com Harry e Rony, que estavam animados, porque naquela manhã eles teriam treino de quadribol. Hermione , aproveitando não ser muito fã de quadribol, falou que ia passar a manhã estudando Poções, coisa que não era mentira. Só omitiu que estaria com uma companhia super agradável, pelo menos para ela era. Quando Hermione já estava terminando o café, ela o viu entrando e sentando-se à mesa dos professores. Ela ficou muito feliz. Notou que mais alunos perceberam a presença de Snape.
- Olha só, o morcegão esta de volta!
- Rony, não fale assim. Não sabemos o que realmente estava acontecendo com ele. Ele poderia estar passando mal. Aquela explosão foi realmente séria.
- Ih Hermione agora deu para ficar defendendo o Snape. Pare com isso.
E Hermione olhou para mesa dos professores e viu o olhar de Severo na sua direção. Não teve como se segurar, seu coração disparou, ficou até um pouco corada, e notou que Severo sorriu à sua reação.
Mas tinha outra pessoa captando essa troca de olhares. Realmente não se passava nada na escola, que o Diretor não ficasse sabendo.
- Severo, vejo que já está melhor. Tome o seu café à vontade, depois venha ao meu escritório. Precisamos conversar.
- Claro, Alvo, daqui a pouco eu apareço por lá.
E Alvo saiu da mesa e foi indo à direção do corredor, onde se encontrou com uma Hermione muito feliz.
- Srta. Granger, pelo jeito vocês fizeram grandes progressos para a recuperação de nosso mestre.
- Ah, sim, professor, a poção funcionou.
- Venha comigo, Srta. Granger. Vamos conversar mais à vontade no meu escritório.
E Alvo foi caminhando na direção do seu escritório com Hermione ao seu lado.
- Por favor, Srta. Granger fique à vontade.
- Obrigada professor.
- Bom, sobre a poção eu não tinha dúvidas de que daria tudo certo. Eu sei que é uma solução temporária, mas acredito que a situação que Severo se encontra também é temporária. Admito que eu tinha dúvida se vocês se entenderiam.
- Como assim, professor? O que o senhor esta querendo dizer?
 - Ah! Srta. Granger, a senhorita entendeu o que eu falei. Achei que Severo ia demorar mais para se declarar para a senhorita.
- Professor, mas como? Eu fiz de tudo para o senhor não ler os meus pensamentos.
- Minha menina, eu não precisei ler os seus pensamentos. Isso está estampado nos seus olhos e nos de Severo também. Mas pode ficar tranqüila, que eu tenho certeza que a única pessoa que percebeu isso fui eu.
- Professor, me desculpe, eu sei que é contra ao regulamento da escola, mas eu o amo tanto que não consegui resistir.
- Fique tranqüila, Hermione, agrada-me muito essa união. Eu só peço que ninguém mais fique sabendo. Agora pode ir, Severo está chegando e eu falarei com ele sobre a situação de vocês.
Um tempo depois que Hermione saiu do escritório do Diretor, Severo entrou. Severo e o Diretor conversaram por um bom tempo, Severo contou dos seus sentimentos por Hermione e tudo o que estava acontecendo entre eles. O Diretor apoiou o relacionamento deles, mas pediu para que ficassem escondidos dos outros até a formatura.
Saindo da sala do Diretor, Severo foi para as masmorras, e quando chegou encontrou uma jovenzinha à sua espera. Hermione, assim que o viu, correu na sua direção e lhe abraçou, pulando no seu pescoço.
- Severo, que bom que você chegou. Estou preocupada, preciso falar com você.
- Não fique assim , minha querida. Acabo de sair da sala do Diretor, e já está tudo resolvido. Dumbledore apóia nossa relação. Só pede descrição até a sua formatura.
- Ah! Sim, eu já havia falado com ele, mas não é por isso que eu estou preocupada. Pelos meus cálculos, acho que os efeitos da explosão estão chegando ao fim, e nós ainda não conseguimos separar os pensamentos daquele dia. Se você voltar ao normal, nunca iremos descobrir que é o jovem comensal.
- Sabe estava tão entretido com a nossa relação que tinha me esquecido desse assunto. Será que o seu interesse por mim já passou? (carinha de triste)
- Severo, não seja bobo, eu o amo, e o meu interesse por você nunca vai acabar. Eu só estou preocupada com toda essa historia. (Hermione chegou mais próximo de Severo e lhe deu um grande beijo apaixonado)
- Eu entendo, é que você está me deixando de um jeito. É como se eu estivesse de volta aos meus 18 anos, eu estou me sentindo um adolescente apaixonado.
Eles ficaram mais um tempo se abraçando e se beijando, mas logo Hermione falou que tinha que ir embora, mas, ao invés de ir para seu dormitório, foi para a biblioteca e por lá ficou o resto da noite. Na manhã seguinte, Hermione foi correndo para as masmorras. Como era muito cedo, não encontrou Severo na sua ante-sala, desconfiou que ele ainda estivesse dormindo. Caminhou na direção de seu aposento e tentou entrar. Ao chegar na porta, percebeu que precisaria saber a senha para entrar.
- A senha, por favor
- Mas eu não sei a senha e é muito importante. Eu preciso entrar.
- Sem senha, a senhorita não poderá entrar.
Hermione pensou um pouco. Ela não conhecia ainda muito bem o seu amor, mas pelo padrão de senhas que Severo tinha, (ela sabia a senha do laboratório e da ante-sala), seguia a mesma lógica: eram sempre nome de poções. Pensou mais um pouco e resolveu arriscar. O máximo que poderia acontecer era ter que ficar tentando várias poções e se não desse certo, esperar até que Severo acordasse.
- Polissuco.
E Hermione entrou nos aposentos de Snape. Ficou encantada com a figura de Severo dormindo, ele parecia tão tranqüilo. Ela começou a chamar por ele baixinho e foi se aproximando da sua cama.
- Severo, Severo acorde.
- Ahm Hermione, o que você esta fazendo aqui?
Severo ficou assustado e sentou na cama, puxando o lençol para cima do seu corpo, afinal só usava uma cueca samba-canção.
- Eu descobri , Severo. Vamos , levante. Não temos muito tempo.
- Como assim? Você deveria estar dormindo. O que você andou fazendo, Hermione?
- Severo, por favor, depois você briga comigo, agora confie em mim e fique quieto. É um feitiço antigo, e eu preciso me concentrar.
- O que você vai fazer?
- Calma, confie em mim! (Hermione segurou a mão de Severo e olhou nos seus olhos lhe transmitindo muita confiança) Memorium paused – dia da explosão.
E Severo ficou como se estivesse dormindo e imagens iam saindo de sua cabeça, Hermione conseguia vê-las como se fossem transmitidas num telão. Com a varinha , ela conseguia avançar e retroceder as imagens, até que ela conseguiu ver a si mesma rogando pela saúde de seu amado, viu quando Rony desejou que ele ficasse um bom tempo sem dar aula, viu Draco pedindo para que Severo descontasse pontos da Grifinória e viu Lilá Brown fazendo planos para contar tudo para seu mestre.
- Finite Incantatem.
Severo acordou do seu transe e ficou olhando para Hermione.
- O que aconteceu? Parece que eu revivi novamente todo aquele dia.
- Eu consegui, Severo. Eu fiz um feitiço que revivi as imagens do pensamento de um dia, e eu vi que foi a Lilá.
- É eu também vi. Preciso falar com Dumbledore, mas antes preciso fazer uma coisa.
- O que você vai fazer? Acho melhor você ir direto falar com o Diretor.
E Severo agarrou Hermione e lhe deu um grande beijo.
- Eu precisava fazer isso. Você chegou como um furacão de manhã, nem me deu bom dia, nem um beijo e nem explicações de como entrou no meu quarto. Tinha que lhe beijar antes de lhe deixar aqui. A propósito não saia desse quarto mocinha, senão não me responsabilizo pelos meus atos.
E Severo colocou sua capa e saiu do quarto sorrindo.
Severo saiu correndo em direção do escritório do Diretor e nem se lembrou de tomar a poção que estava controlando seus poderes aguçados. Entrou no escritório de Dumbledore, relatou tudo que aconteceu para o Diretor e esse pediu para que Severo ficasse tranqüilo que ele cuidaria da senhorita Brown.
- Ah! Severo, mais uma coisa, vejo que já está curado
- Curado? Nossa, é mesmo. Eu nem tomei a poção hoje, e até o momento nenhum pensamento me invadiu. Não é que a Hermione tinha razão quanto ao tempo estar se esgotando? Se ela não tivesse feito o feitiço naquele momento, nunca teríamos descoberto a Lilá.
- É , Severo, você tem uma preciosidade em sua companhia.
- Eu sei disso! E pretendo cuidar muito bem dela, mesmo que às vezes ela precise de alguns corretivos.
E Severo saiu da sala do Diretor sorrindo e deixando um Diretor sorrindo também, chegando ao seu quarto, encontrou uma Hermione sentada em uma poltrona lendo um livro.
- Bom, mocinha, tudo resolvido, mas a senhorita tem explicações a serem dadas: Primeiro, você passou a noite escondida na biblioteca procurando por esse feitiço? Segundo, como conseguiu invadir o meu quarto? Terceiro, está lendo um livro de seu professor sem pedir autorização! Quarto, por que você ainda não veio correndo em minha direção para me dar um beijo?
Hermione abriu um grande sorriso e correu na direção de Severo e lhe abraçou e ficou lhe beijando.
- Bom, me desculpe se eu fiz coisas sem pensar, mas eu tinha certeza que nosso tempo estava se esgotando, e eu só ia conseguir pesquisar algo longe de você. E sobre o seu quarto, eu deduzi a senha. E o livro eu estava sem fazer nada, achei que não teria problema em ler algo. E sobre a falta de romantismo dessa manhã, garanto que teremos tempo para eu pagar com juros todos os beijinhos que faltaram.
Hermione e Severo continuaram se encontrando escondidos até a formatura, logo depois da formatura anunciaram o casamento, Hermione continuou em Hogwarts fazendo parte agora do corpo docente e Dumbledore resolveu tudo com Lilá, ela estava sendo um fantoche nas mãos de seu pai que é um seguidor de Você-sabe-quem.